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Saúde »

Calor pode causar manchas na pele, mesmo na sombra

Mulheres morenas e gestantes devem ter atenção redobrada para o aparecimento de melasmas

Fernanda Nazaré - Publicação:07/12/2012 18:53Atualização:07/12/2012 19:14
 (Twitter/ Reprodução da Internet.)
Verão combina com férias, que combina com sol, que também pode combinar com manchas na pele. Esse período é crítico para a proteção da cútis contra os raios solares, principalmente para as grávidas. E quem pensa estar mais protegida por ter uma pele mais morena, engana-se. É o que afirma o dermatologista Evandro Tokarski. “A mulher que bronzeia com mais facilidade tem tendência a manchar a pele mais que a mulher de cor mais clara. Neste, caso, a pele morena tem mais melanócitos (a célula que produz melanina, o pigmento da pele), tendo mais chance de desenvolver manchas”, afirma o médico. Ainda segundo ele, as manchas acontecem com o aumento de um hormônio chamado progesterona, que pode ser provocado pelo uso de anticoncepcional incorreto ou durante a gestação.

Portanto, grávidas e de pele morena fazem parte de um grupo com mais chances de desenvolver o melasma, um distúrbio pigmentar da pele caracterizada por manchas escuras na pele. Ocorre principalmente no rosto, mas pode ocorrer em outros segmentos do corpo. Quando as manchas aparecem na gravidez, dá-se o nome de cloasma. E de acordo com Tokarski, mesmo na sombra e utilizando protetor solar, mulheres com tendência a desenvolverem manchas não podem ficar em ambientes quentes, como dentro de um carro que ficou estacionado ao sol, por exemplo. “O filtro solar não previne contra o melasma, ele protege, pode minimizar a situação. Mas o calor, mesmo na sombra, provoca essas manchas”, explica o dermatologista.

O verão vai começar apenas no dia 21 de dezembro, mas a meteorologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cpetc), Ludmila Pochmann, alerta: a atual estação, a primavera, é a que registra os mais altos índices de irradiação de raios ultravioletas, que causam danos à pele. Um dos fatores que provoca a sensação de calor é também a alta incidência desses raios. “Durante o período da primavera no Brasil temos maior incidência radiação solar, pois tem um sistema de alta pressão conhecido como Alto da Bolívia. Esse sistema inibe a formação de nebulosidade, o que acarreta maior incidência raios”, afirma.

De acordo com Pochmann, quando há nebulosidade, os valores dos raios diminuem em 20% na incidência dos raios no solo, podendo minimizar o calor. “Com a irradiação solar, há o aquecimento da superfície e formação das nuvens que provocam chuvas no fim da tarde”, explica ela sobre a tendência climática da próxima estação


O sol brasiliense

O período crítico de calor em Brasília já passou, em setembro, mas ainda assim, as temperaturas continuam elevadas. A maior temperatura média registrada neste ano, foi no mês de setembro, atingindo a casa dos 28,3ºc, de acordo com a meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (INPE), Morgana Almeida. Essa marca bateu o recorde, desde que a medição começou a ser feita em 1963. Segundo ela, os meses mais críticos de altas temperaturas na capital federal são agosto e setembro. “É o período de transição de temperatura, então é o período mais crítico na cidade. A temperatura aumenta e ainda não tem a regularidade das chuvas”, afirma.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017