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Sob nova direção, Aeroporto de BSB recebe R$1,15 bilhão

Agência Brasil - Redação Publicação:28/02/2013 16:59Atualização:28/02/2013 17:14
Pedro Peduzzi

 (Breno Fortes/CB/D.A Press)
A partir desta sexta-feira, o Consórcio Inframerica passará a atuar sozinho na operação do Aeroporto Internacional de Brasília. O grupo foi o vencedor do leilão que definiu o responsável por ampliar e operar o aeroporto. De acordo com o consórcio, dos R$ 750 milhões em investimentos previstos até a Copa de 2014, R$ 200 milhões foram desembolsados. Até 2016, será investido R$1,15 bilhão no empreendimento.

Desde dezembro, o Inframerica vinha operando, mas sob supervisão da estatal Infraero, que até então era a responsável pelos serviços. Segundo o diretor executivo do consórcio, Antônio Droghetti, a expectativa dos primeiros passos era grande, pois nas semanas seguintes haveria os períodos de maior pico de passageiros, com a chegada das festas de fim de ano e do carnaval.

“Assumimos em um momento crítico, como quem entra no campeonato para, de imediato, jogar uma final. Mas tudo transcorreu dentro da maior normalidade e tranquilidade”, disse o diretor. Desde então, o grupo tem feito obras no pátio, nas vias por onde circulam os aviões, e nas fundações e pilares de um novo terminal.

Antônio Droghetti informou que, desde o início do processo de transferência da gestão do aeroporto, foi registrado um decréscimo de 60% nas reclamações dos usuários. “A principal queixa continua sendo a demora na entrega da bagagem. Este sempre foi o maior ponto crítico do aeroporto, mas acredito que o problema diminuirá com a instalação de novas esteiras, em maio, e, posteriormente, com um sistema automatizado de bagagens, que reduzirá a interferência humana no processo”.

Os gestores do aeroporto de Brasília esperam aumento de receita, que poderá ser obtido a partir da aprovação, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, de um projeto de lei que reduzirá de 25% para 12% o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre combustíveis de aviação.

“O gasto com combustível representa 40% do custo das empresas aéreas. Com isso, elas preferem fazer hubs [pontos de concentração de voos, onde os aviões fazem escalas] em Goiânia (GO), onde pagam 12% de ICMS ou em Confins (MG), onde pagam 11%”, explicou.

Por estimular o uso do aeroporto de Brasília como ponto de abastecimento, a redução do tributo, segundo o diretor, acabará resultando em aumento da arrecadação para a cidade. A previsão, segundo ele, é de que a matéria seja votada pelo legislativo local em março. “Isso será muito importante para Brasília porque cada voo a mais gera 33 novos empregos”.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017