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Economia »

Pesquisa desfaz mitos sobre compras na internet

Preço, frete grátis e possibilidade de pesquisar e comparar produtos são os principais atributos valorizados pelos brasileiros

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:11/03/2013 14:24Atualização:11/03/2013 15:08

A estudante Gabriela Sobral prefere comprar livros em sebo online (Carlos Moura/CB/D.A Press)
A estudante Gabriela Sobral prefere comprar livros em sebo online
 

O preço foi apontado por 75% dos brasileiros como o principal motivo para fazer compras on-line, 59% preferem este canal devido à facilidade em comparar preços e ofertas e 46%, pela comodidade de receber o produto em casa.

 

Dentre os usuários de internet no Brasil, 23% não fazem compras on-line (ou o fazem muito raramente) e cerca de um terço compra mensalmente. Para estes, o PC é o principal meio, já que mais de 70% afirmam não fazer transações por meio de telefones celulares/smartphones, tablets ou sites de mídia social.

 

Para a edição 2013 da pesquisa “Demystifying the online shopper -
10 myths of multichannel retailing”, a empresa de consultoria emnpresarial PwC entrevistou 11.000 consumidores de 11 países, incluindo mercados tradicionais e emergentes.

 

De acordo com o estudo, apenas 17% dos usuários de internet no mundo compram online. A maioria ainda prefere ir pessoalmente às lojas. "Os resultados da pesquisa devem surpreender muitos varejistas” alerta Ricardo Neves, sócio da PwC Brasil.

 

Uma das surpresas diz respeito às mídias sociais. Em alguns dos países pesquisados, uma significativa parcela dos consumidores virtuais é usuário de mídias sociais, mas elas, simplesmente, não são os principais direcionadores de tráfego para as lojas online. A China é o único país que vai na contramão desta tendência: 56% dos consumidores virtuais chineses já fizeram compras por meio de uma plataforma de mídias sociais enquanto a média global é de 24%.

 

A análise dos resultados revela ainda o “modus operandi” do consumidor ao fazer compras online, de acordo com a categoria de produto: ao comprar eletrônicos, computadores, eletrodomésticos, brinquedos e produtos de beleza, ele pesquisa online e efetua a compra na loja física; para adquirir livros, música e vídeo, a pesquisa e a compra são feitas online e a entrega do produto é em casa; os canais on-line não são usados para comprar roupas, sapatos, móveis, utilidades domésticas, jóias, relógios equipamento esportivo.

 

Multicanais

 

A adoção de multicanais de vendas, um movimento quase que natural no varejo, está dando origem a uma nova tendência. Assim como as lojas e redes de “tijolo e cimento” rapidamente se lançaram no e-commerce, o varejo on-line está trilhando o caminho inverso para oferecer a experiência "in loco" a seus consumidores. “Esse movimento comprova que tanto o varejo baseado exclusivamente em lojas físicas quanto aquele baseado unicamente no e-commerce já percebem que os consumidores comportam-se como compradores multicanais e, por isso, faz todo o sentido que busquem oferecer várias maneiras de comprar”, analisa Jorge Inafuco, sênior manager da PwC Brasil e especialista em varejo.

 (SXC)
No relatório da pesquisa, os especialistas da PwC desfazem 10 mitos do varejo, que vão desde os dispositivos usados pelos compradores até o perfil do consumidor do futuro:

 

Mito 1: As mídias sociais se tornarão um canal de varejo indispensável

 

Por si só, as mídias sociais não se tornarão um canal de varejo importante tão cedo. No entanto, elas estão se popularizando cada vez mais – e estimulando vendas em todos os canais, não apenas nos online.

 

Mito 2: As lojas físicas servirão mais como showrooms no futuro.


Consumidores multicanal afirmam pesquisar produtos na internet, mas muitos ainda preferem comprar em lojas físicas.

 

Mito 3: O tablet em breve vai ultrapassar o PC como o dispositivo preferido para compras online.

 

A grande maioria dos clientes ainda usa PCs para fazer suas compras. Os tablets e smartphones não os alcançarão tão cedo, mas devem ganhar importância em outras etapas do processo de compra.

 

Mito 4: Com a globalização, os consumidores estão ficando mais parecidos.

Ainda que os consumidores comprem em cadeias de varejo globais, e mesmo além fronteiras na internet, ainda existem muitas diferenças no comportamento dos consumidores em cada região.

Mito 5: A China é o modelo de varejo online do futuro.

A China está na vanguarda de algumas das principais tendências, mas a PwC acredita que seus modelos multicanal e on-line são únicos.

Mito 6: Os varejistas domésticos sempre terão uma vantagem sobre os varejistas globais.

 

As redes de varejo estrangeiras estão conquistando terreno na preferência dos consumidores multicanal.

 

Mito 7: Sites globais de vendas exclusivamente online, como a Amazon, sempre terão vantagem sobre os concorrentes domésticos.

Muitos sites domésticos de vendas exclusivamente on-line estão se mantendo por conta própria.

 

Mito 8: Os varejistas estão inerentemente mais bem posicionados do que as marcas, já que têm maior proximidade com os clientes.

 

Os consumidores estão comprando diretamente dos fabricantes e muitos já não fazem distinção entre varejistas e suas marcas favoritas.

 

Mito 9: O varejo online está canibalizando outros canais de vendas.


Os consumidores estão, na verdade, gastando mais com seus canais favoritos, e não apenas optando por outros canais para algumas de suas compras.

 

Mito 10: Preço baixo ainda é o maior diferencial para consumidores.

 

Os clientes valorizam mais a inovação e a qualidade das marcas do que o preço, ao fazer compras em suas redes de varejo multicanal favoritas (Brasil é exceção).

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