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Maioria dos condomínios no DF não possui hidrômetros individuais

Fatores como dificuldades estruturais dos prédios e falta de conscientização dos síndicos agravam o problema do consumo de água

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:04/04/2013 17:01Atualização:04/04/2013 17:05

A individualização dos medidores podem reduzir o consumo de água de 15% a 30% durante o primeiro ano  (Mariana Raphael/Esp. CB/D.A Press)
A individualização dos medidores podem reduzir o consumo de água de 15% a 30% durante o primeiro ano
 

De acordo com o Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (Sindicondomínio/DF), mais de 80% dos condomínios no DF não aderiu à Lei nº 3.557/05, de Individualização dos Hidrômetros, que dispõe sobre a instalação individual de medidores de água em edifícios e em condomínios de uso misto do sistema de abastecimento da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

Apesar de ser facultativa, a instalação dos hidrômetros individuais garante que o morador pague, efetivamente, por aquilo que consome mensalmente. Segundo José Geraldo Pimentel, presidente do Sindicondomínio/DF, dificuldades estruturais, desconhecimento da lei e a falta de interesse em discutir consumo e gastos com água, são fatores que acabam fomentando esta realidade.

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) comprovou, através de estudos, que os condomínios que aderiram à individualização dos medidores conseguiram reduzir o consumo de água de 15 a 30% durante o primeiro ano - uma medida de gestão condominial importantíssima no atual cenário de maior consciência ambiental.

Consumo coletivo

Ainda que os apartamentos possuam seus hidrômetros, os síndicos precisam monitorar o consumo de água na área comum do prédio. Pimentel alerta para a necessidade de formatação de um mapa de acompanhamento dos picos de consumo. “O síndico deve seguir anotando os horários, as quantidades consumidas, bem como a quantidade de metros cúbicos. A Caesb tarifa o consumo por número de economias e por faixas, pagando-se mais por metro cúbico se a escala for sempre crescente, ou seja, se o síndico, através do mapa de acompanhamento, conseguir evitar a mudança de faixa, certamente estará controlando o valor a ser pago, bem como o desperdício”, explica.

O presidente do Sindicondomínio/DF sugere ainda que a lavagem de carros, motos e bicicletas sejam proibidas. Os medidores devem ser inspecionados a cada seis meses. “Também é importante verificar os possíveis vazamentos nas caixas de descarga, nas torneiras e demais itens que possam causar desperdício”, destaca.

Síndico como ativista

 

Economizar água em condomínios não é apenas uma medida para reduzir custos. A consciência ambiental estimula uma nova postura dos moradores e garante um futuro melhor para a comunidade.

Pimentel recomenda que o síndico atue, de forma sistemática, na conscientização dos moradores. Caso não haja recurso para produção de material informativo, é possível obter folhetos e cartilhas com a Caesb, e fechar parceria com organizações que promovam palestras educativas e campanhas.

Prazo vence em 2015

 

Os condomínios do DF têm até 2015 para comunicar à Adasa se irão adotar a individualização dos hidrômetros em seus prédios. A decisão deve ser feita em assembleia com a presença de, pelo menos, 51% dos moradores. Os condomínios que não comunicarem a resolução à agência, até o prazo estabelecido, podem sofrer penalidades que ainda não foram definidas.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017