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Como a hipnose pode combater o vício no tabaco

Especialista explica como a terapia alternativa pode contribuir no tratamento de quem para de fumar

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:02/05/2013 18:12Atualização:02/05/2013 18:28

A Organização  Mundial de Saíde (OMS) calcula que pelo menos 10 milhões de pessoas irão morrer em 2020 por causa do cigarro (Karlos Geromy/OIMP/D.A Press)
A Organização Mundial de Saíde (OMS) calcula que pelo menos 10 milhões de pessoas irão morrer em 2020 por causa do cigarro
 

Desde 1987, é comemorado, no dia 31 de maio, o Dia Mundial sem Tabaco. Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o dia em questão traz a tona questões que destacam os riscos associados ao cigarro e defende políticas eficazes para reduzir o consumo. Em 2013, o tema que será abordado nesse dia será “Banir a Publicidade e Promoção do Tabaco, bem como o Patrocínio pela Indústria Tabageira”.

A OMS considera o tabagismo a principal causa de morte evitável no mundo e a previsão de mortes para os próximos anos é alarmante. A entidade calcula que pelo menos 10 milhões de pessoas irão morrer em 2020 por causa do cigarro. “Para tentar evitar ou pelo menos amenizar todas essas questões causadas pelo vício no tabaco, já foram criadas diversos tratamentos e terapias para ajudar ao indivíduo que queria se livrar desse problema. Dentre esses tratamentos, estão as terapias naturais, na qual se encaixa a Hipnose Ericksoniana, que têm como objetivo equilibrar o organismo como um todo e por isso faz com que o indivíduo não sinta a necessidade do vício”, explica Cristina Volker, psicóloga e especialista em Hipnose Ericksoniana, que atua na área hospitalar há 29 anos e trabalha com atendimento a pessoas tabagistas através da capacitação realizada pela Secretaria de Saúde do RJ e Inca.

Cristina, que é integrante do Ciclo Metamorfoses, grupo que reúne mulheres, todas hipnólogas, para discutir e estudar sobre assuntos que envolvam situações que possam ser ajudadas pela hipnose, comenta que a Hipnose Ericksoniana, estudo que todas as mulheres do Ciclo Metamorfoses são aprofundadas, também age no sistema nervoso, reduzindo os sintomas que podem ativar o mecanismo do vício, como a angustia.

A especialista explica que no tabagismo há a dependência química da nicotina, a dependência psicológica e o automatismo comportamental. Quanto à dependência química da nicotina, a crise de abstinência alcança seu pico dois dias após parar de fumar, diminuindo a intensidade e desaparecendo completamente dentro de, no máximo, 12 dias. Neste período, o corpo já fez todos os ajustes necessários para viver sem o cigarro. “Mas o maior desafio dos fumantes é na verdade a dependência psicológica e o automatismo comportamental. Isso se comprova pelo fato de muitos fumantes, que já conseguiram para de fumar por um período superior a 12 dias, acabam voltando a fumar, ou seja, já tinham superado o vício químico, mas ainda não tinham superado o vício psicológico e o condicionamento comportamental e acabaram voltando a fumar. É neste ponto que entra a hipnose, que vai ajudar a pessoa na programação mental e na motivação para parar de fumar, no descondicionamento do ato de fumar e na substituição por outros comportamentos mais saudáveis, encontrando outras formas de aliviar o estresse, a ansiedade e obter prazer” explica Cristina.

A Hipnose Ericksoniana, método aplicado por Cristina, acredita que toda pessoa tem dentro de si os recursos para resolver seus próprios problemas, e que os indivíduos têm o poder, embora muitas vezes não consigam se enxergar com este poder, de resolver as suas questões. Segundo Cristina, a técnica facilita a percepção e o fortalecimento do indivíduo por meio de suas próprias experiências. “A hipnose ajuda na criação de uma nova realidade a partir da recriação da sua história de vida, ajudando a pessoa a superar, entre outras coisas – medos e traumas, por exemplo – o vício no tabaco”, conclui.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017