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Óleo de macaúba promete fazer a cabeça das brasileiras

Considerado "o ouro líquido brasileiro", ele nutre e deixa o cabelo mais bonito, macio e sem frizz

Fernanda Nazaré - Redação Publicação:11/06/2013 18:08Atualização:11/06/2013 19:15

A palmeira macaúba chega a 15 metros de altura. Seus frutos são comestíveis, e de sua amêndoa se extrai um óleo fino (Divulgação/Facebook)
A palmeira macaúba chega a 15 metros de altura. Seus frutos são comestíveis, e de sua amêndoa se extrai um óleo fino
 

O Brasil é um dos países que mais consome produtos de beleza no mundo. As brasileiras acompanham de perto das novidades do mercado, principalmente as relacionadas a cabelos – segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, em 2012, o país representou 12,5% das vendas mundiais nessa área. A diversidade e miscigenação da população são pontos considerados fortes, ou seja, um terreno fértil para a indústria cosmética.

Cabelos lisos, finos, grossos, afros e ondulados. Não há padrão para as madeixas das brasileiras, o que leva à grande demanda para a criação de produtos específicos para cada mulher. Mas uma invenção, que começou fora do país, ganhou o coração e a cabeça das brasileiras: o óleo universal.

A exemplo do óleo de Argan (aquela semente vinda do Marrocos) e de vários outros compostos, a nova fórmula já virou a queridinha das grandes marcas internacionais, que investiram no conceito de um produto único, para várias finalidades cosméticas. Ele pode ser usado nos cabelos úmidos, nos cremes de hidratação, como protetor térmico antes da escova e como fluído de pontas.

Marcas brasileiras também aderiram a essa onda do mercado, e lançaram produtos semelhantes com a matéria prima oriunda do exterior. Só que isso mudou: pesquisas de desenvolvimentos de novas fórmulas na Universidade Federal de Viçosa mostraram que a semente da macaúba – árvore típica brasileira, da região de cerrado em Minas Gerais – apresenta os mesmos benefícios de um óleo universal, com tecnologia e material 100% brasileiros.

O óleo retirado da polpa do fruto da macaúba pode ser utilizado na produção de biodiesel e o da amêndoa em produtos cosméticos (Divulgação/ Facebook)
O óleo retirado da polpa do fruto da macaúba pode ser utilizado na produção de biodiesel e o da amêndoa em produtos cosméticos

Produzido pela empresa mineira Macaúba Brasil Premium, o óleo promete dar brilho, maciez, leveza, aumento da resistência da fibra capilar, elasticidade e longevidade da cor dos cabelos. Além disso, ajuda a diminuir a quebra capilar e a manter os cachos domados e sem frizz.

A linha à base de macaúba foi desenvolvida para todos os tipos de cabelo, e, segundo a empresa, com apenas cinco produtos, é possível tratar qualquer fio. “Todos os dias, mulheres e homens realizam muitas atividades, e precisam de aliados que supram e resolvam seus principais problemas dermatológicos. É nesse aspecto que nosso produto se torna um aliado”, garante Tânia Toledo, integrante da equipe de pesquisadores químicos da marca.

No próximo ano, o óleo de macaúba deve se tornar linha de cosméticos voltada para a pele (Divulgação/ Facebook)
No próximo ano, o óleo de macaúba deve se tornar linha de cosméticos voltada para a pele


Óleo para vários mercados

Típica do cerrado mineiro, a árvore macaúba é resistente às pragas e a variações climáticas. O fruto produz dois tipos de óleo: um é retirado da polpa e pode ser utilizado na produção de biodiesel (combustível); outro é extraído de sua parte mais nobre, a amêndoa, e ajuda no tratamento dos cabelos.

Pela diversidade de uso do óleo, a Macaúba Brasil quer ampliar sua linha de produtos. De acordo com a diretora de pesquisa e inovação da empresa, Patrícia Ferraz, no próximo ano deve ser lançada uma linha voltada à estética. “Para 2014, nossos laboratórios já vêm pesquisando diferentes usos do óleo de macaúba para a pele. Além disso, temos demanda para vender nossa linha fora do país”.

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017