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Com o que você alimenta seu veículo?

Especialista desmistifica os combustíveis e dá dicas para quem não entende do assunto fazer a melhor escolha

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:18/09/2013 17:03Atualização:18/09/2013 17:12

Cada combustível oferece alguma vantagem específica. É bom conhecê-los para fazer a melhor escolha (Gilson Teixeira /OIMP/OIMP/D.A Press)
Cada combustível oferece alguma vantagem específica. É bom conhecê-los para fazer a melhor escolha
 

Na hora de abastecer o seu veículo, muitos motoristas já chegaram em frente à bomba e, quando questionados pelo frentista, já tiveram a dúvida: combustível aditivado ou comum? O senso comum pode colaborar para a construção de informações errôneas.

Para desmistificar o assunto, pode-se citar um exemplo clássico: muitos consumidores abastecem com gasolina aditivada porque acreditam que ela melhora o desempenho do veículo. Mas não é bem assim. A função deste combustível é totalmente diferente do que este mito prega.

“Aditivos funcionam como detergentes. Sua função é eliminar os resíduos deixados pela gasolina no interior do motor. Seu uso não influência na potência do carro. A gasolina aditivada funciona, basicamente, para limpar bicos injetores, válvulas, cabeçote e carburador”, explica Ildeumar, diretor do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Distrito Federal (SINCODIV/DF).

Se o veículo é abastecido há muito tempo com combustível comum e a intenção é trocá-lo por um aditivado, não é adequado fazer uma transição brusca. O melhor é fazer uma limpeza no sistema de combustão, composto por tanque de armazenamento, bicos injetores e tubulações. Do contrário, a sujeira acumulada se solta toda de uma vez e pode entupir as tubulações do sistema de injeção. O diretor orienta a abastecer o reservatório de partida, dos carros com tecnologia flex, sempre com gasolina aditivada. “O combustível do reservatório passa um tempo maior armazenado. Usando o aditivado, pode-se evitar a oxidação”, afirma.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), os carros com tecnologia flex, lançados no mercado brasileiro em 2003, já representam mais de 90% das vendas no mercado. Esses veículos são os que dão mais possibilidade para o consumidor na hora de abastecer. Há uma equação simples para fazer a melhor escolha entre álcool ou gasolina. “Multiplique o valor da gasolina por 0,7. Se o resultado obtido for inferior ao preço do álcool, opte pela gasolina. Do contrário, o álcool é a melhor escolha”, ensina o diretor.

Outra dúvida que intriga os consumidores é a finalidade das gasolinas especiais. Segundo o diretor do SINCODIV/DF, Ildeumar Fernandes, os combustíveis de alta performance são indicados para veículos potentes. Para mensurar a qualidade de um combustível desses é utilizada uma escala chamada Índice Auto Detonante (IAD), ou octanagem. Quanto maior for o índice, melhor é a combustão. A gasolina comum possui cerca de 87 IAD. As especiais, no mínimo, 91 IAD. “Quanto maior é a octanagem do combustível, melhor é a qualidade dela. Esses combustíveis são desenvolvidos com o que há de melhor no mercado”, confirma.

Cada combustível oferece alguma vantagem específica. É bom conhecê-los para fazer a melhor escolha. Geralmente, no manual do veículo há informações valiosas, que ajudam a entender qual o combustível é mais adequado para o motor do seu veículo. Sempre que possível, vale a pena consultar um profissional da área para verificar se há alguma coisa nova no mercado. Isso evita o uso equivocado das tecnologias, conservando o motor e evitando os gastos desnecessários.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017