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SAUDE »

Anvisa dá notas a restaurantes para a Copa do Mundo

Projeto piloto para o mundial categoriza e classifica restaurantes de 24 cidades brasileiras de acordo com critérios de higiene

Romário Costa - Redação Publicação:02/05/2014 15:36Atualização:02/05/2014 16:12
A Anvisa avaliou como positivos os primeiros resultados. Somados, 59% dos estabelecimentos avaliados ficaram com notas entre A e B, as máximas da categorização (Bruno Pimentel/Encontro/DA PRESS)
A Anvisa avaliou como positivos os primeiros resultados. Somados, 59% dos estabelecimentos avaliados ficaram com notas entre A e B, as máximas da categorização
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou hoje (2) os resultados do primeiro ciclo do Projeto Piloto de Categorização dos Serviços de Alimentação para a Copa do Mundo FIFA 2014, que classifica os estabelecimentos inspecionados em três notas A, B e C. Dos 2.172 locais participantes do projeto, em todo país, 19% foram classificados com a nota A, 40% com a B, 24% C e 15,6% não atingiram a pontuação mínima padrão exigida pelo projeto e estão pendentes.

O objetivo da iniciativa é dar maior transparência aos consumidores acerca dos estabelecimentos de alimentação. Selos referentes à avaliação serão fixados nos restaurantes, bares e lanchonetes avaliados em 51 critérios, que levaram em consideração aspectos higiênico-sanitários importantes para a saúde.

Os estabelecimentos com nota A são os considerados mais próximos do ideal, os com nota B apresentaram mais falhas do que o grupo anterior, mas consideradas de baixo ou médio impacto para a saúde. Já os classificados como C são os de menor rendimento, mas ainda dentro do limite aceitável, do ponto de vista sanitário. O projeto é inspirado em experiências de cidades como Nova Iorque e Londres. “Ao serem apontadas as irregularidades, existe um esforço pela melhoria da pontuação desses locais”, afirmou Denise de Oliveira Resende, Gerente-Geral de Alimentos da Anvisa, em entrevista coletiva hoje pela manhã.

Brasília é a terceira cidade com maior número de estabelecimentos avaliados, são 231 no total. Desses, 19 encontram-se no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Na capital federal, 24,5% dos estabelecimentos estão na categoria A, 29,7%, na categoria B, 29,2% foram avaliados como C e 16,5% apresentaram pendências. Dos estabelecimentos do aeroporto JK, 52,63% foram avaliados com a nota máxima, 31,58% como B, 10,53% como C e 5,26% estão pendentes. À frente de Brasília estão Rio de Janeiro, com 264 fiscalizados, e São Paulo, com 325.

Para Ivo Bucaresky, Diretor de Gestão Institucional da Agência, o objetivo não é apenas punir quem não obedece aos critérios, mas orientá-los para que melhorem o perfil sanitário dos seus estabelecimentos. “Buscamos ser menos punitivos e mais educativos, para que eles se adequem e melhor atendam aos consumidores locais e turistas que visitarão o país durante a Copa”, afirmou.

Nessa fase do projeto, a Anvisa divulgou apenas o retrato geral do Brasil e das cidades, além da lista dos locais que foram fiscalizados. A nota de cada estabelecimento deve ser divulgada entre o final de maio e o início de junho. Das 24 cidades que aderiram ao Piloto, 11 são capitais que irão receber jogos da Copa do Mundo. Das cidades-sede, apenas Salvador não quis participar da categorização. Depois de agosto, o projeto entra em fase de avaliação. O objetivo é implementá-lo no próximo ano em todo o país.

Mais informações sobre a Categorização dos Serviços de Alimentação podem ser obtidas aqui.
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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017