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Ex-jogadora entrega pedido de profissionalização do futebol feminino

Com a mobilização, Rose do Rio quer que as jogadoras de futebol tenham garantidos os direitos trabalhistas, tais como aposentadoria

Agência Brasil - Redação Publicação:18/07/2014 10:12Atualização:18/07/2014 10:22
Representante da Liga Brasileira de Futebol Feminino, Rose do Rio entregou ontem (17), à ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, pedido para que seja elaborado um projeto de lei que trate da profissionalização do futebol feminino, que é reconhecido como categoria desde 1982. A expectativa é que a lei possa garantir direitos trabalhistas para as jogadoras, tais como aposentadoria.

No Brasil, o futebol feminino foi reconhecido como esporte em 1982 (Getty Images)
No Brasil, o futebol feminino foi reconhecido como esporte em 1982
Rose do Rio criou uma petição online no site Change.org para angariar apoio à causa. Até agora, mais de 20 mil pessoas assinaram a petição, cujo texto destaca que “muitas atletas, inclusive olímpicas e de competições internacionais, mesmo após darem orgulho ao nosso país, sobrevivem vendendo bala. A profissionalização garante os direitos trabalhistas, a aposentadoria e, principalmente, a dignidade”.

Segundo a ex-jogadora e hoje técnica de futebol, o ato de hoje se deve à luta em defesa do esporte, que tem sido efetivada há décadas, mas também à mobilização online. “É o único meio de fazer com que as autoridades percebam a importância do futebol feminino no Brasil e o que está acontecendo no futebol feminino”, afirmou, acrescentando que a liga reivindica que haja departamentos na secretaria e também no Ministério do Esporte voltados ao tema.

Petições como a apresentada por Rose têm se multiplicado pela internet. Apenas o Change.org, plataforma lançada no Brasil em 2012, recebe por mês, em média, 200 novas petições, vindas dos mais de 2 milhões de usuários cadastrados no site, segundo a diretora de campanhas da empresa no Brasil, Graziela Tanaka. Em julho, quando o Brasil recebeu a Copa do Mundo de Futebol, esse número foi ampliado para 700.

“Foi muito bacana, porque era todo tipo de petição, desde para mostrar o exoesqueleto até pedindo que determinada banda tocasse na final”, relata Graziela, que destacou o grande número de petições em defesa dos direitos humanos. Parte delas, inclusive, foi criada por pessoas que vivem fora do Brasil, como a que pede que a Rússia não seja a sede da próxima Copa por conta das ações contra homossexuais.

No site, é possível ver todas as petições. Uma delas pede a construção de um monumento em homenagem aos operários que morreram na construção dos estádios da Copa. A outra, a proteção da espécie do tatu-bola que acabou virando mascote do Mundial. Há também pessoas que pedem a volta dos barraqueiros que trabalhavam no entorno do Estádio Mineirão, em Minas Gerais, e uma outra traz solicitação para que o governo federal entrasse “em campo” para defender direitos de crianças e adolescentes. Ao todo, as 767 petições criadas sobre temas relacionados à Copa foram assinadas por mais de 532 mil.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017