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Estudo diz que vasectomia pode aumentar risco de câncer de próstata

Apesar de o resultado da pesquisa americana ser alarmista, oncologista brasileiro diz que não há motivos para preocupação

Marcelo Fraga - Publicação:21/07/2014 09:41Atualização:21/07/2014 09:49
Um estudo realizado pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e publicado no Journal of Clinical Oncology, periódico oficial da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, aponta que a vasectomia pode estar associada ao aumento do risco de câncer de próstata. Os pesquisadores descobriram que essa relação permaneceu mesmo entre os homens que realizaram o exame de PSA normal (teste que auxilia no diagnóstico do câncer de próstata).

 (INCA/Divulgação)
De acordo com a publicação, os cientistas analisaram dados de 49.405 voluntários, que foram acompanhados durante 24 anos, de 1986 a 2010. Durante esse período, foram diagnosticados 6.023 casos de câncer de próstata, sendo 811 letais. Um em cada quatro participantes havia feito vasectomia. Os resultados mostraram um aumento de 10% do risco de desenvolver câncer de próstata em homens que realizaram o procedimento. O efeito parece ser mais forte entre homens que fizeram vasectomia em idade mais jovem.

"A decisão de optar pelo procedimento como forma de controle de natalidade é altamente pessoal e um homem deve discutir os riscos e benefícios com o seu médico",  conclui a autora do estudo e professora do departamento de epidemiologia de Harvard, Kathryn Wilson.

Para o médico oncologista Alexandre Chiari, do centro de tratamento de doenças neoplásicas Oncomed, é preciso ressaltar que o estudo realizado pela universidade americana apresenta apenas hipóteses: "O aumento de 10% do risco de câncer de próstata em homens que fizeram vasectomia pode ser considerado pouco expressivo. A pesquisa foi baseada na observação de resultados e, portanto, não estabelece uma relação direta entre o procedimento e a doença".

O câncer de próstata é hoje o segundo que mais acomete homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Para 2014, são esperados quase 69 mil novos casos da doença, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017