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Terceira geração do Ka promete revolucionar mercado de compactos

O modelo da Ford nasceu revolucionário em 1997, caiu na mesmice 10 anos depois (em sua versão local) e agora retoma, em parte, a identidade global com adequações ao mercado brasileiro

Fábio Doyle - Publicação:07/08/2014 11:19Atualização:07/08/2014 11:39

O novo Ford Ka vem com as mesmas características da versão mundial, e o top de linhas chega com controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, rodas aro 15, faróis de neblina e alarme (Ford/Divulgação)
O novo Ford Ka vem com as mesmas características da versão mundial, e o top de linhas chega com controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, rodas aro 15, faróis de neblina e alarme
Depois de muita expectativa e várias ações de marketing ao longo dos últimos meses, o novo Ka está finalmente pronto para chegar ao mercado. Ícone da marca Ford no segmento dos compactos, o Ka entra agora na sua terceira geração. A primeira foi o revolucionário Ka, lançado no Brasil em 1997, que seguia a mesma linha do Ka europeu de veículo urbano. Fez sucesso na Europa, mas no Brasil estava muito à frente do seu tempo e do gosto e das necessidades do consumidor local. Com isso na Europa ele continuou sua evolução natural e aqui foi substituído 10 anos depois pela segunda geração, um projeto local simples, com design e soluções dentro do lugar comum e de acordo com a visão e desejo dos conservadores consumidores brasileiro. Agora, sete anos depois, entra no palco a terceira geração, que pode ser enquadrada no âmbito dos projetos revolucionários, com o diferencial de não ser um compacto exclusivamente urbano, de duas portas e limitações de espaço, como foi o primeiro Ka. Suas linhas e estética lembram o Ka europeu atual, que no velho continente continua sendo um carro de personalidade fortemente urbana e oferecido exclusivamente na versão duas portas.


Com o lançamento do Novo Ka a Ford completa o ciclo de renovação de todas a suas linhas de veículos de passeio que incorporam a frente boca de tubarão. Na verdade fica faltando o Focus, que apesar de ter sido recentemente lançado na América do Sul e ser um projeto atual e moderno em todos os sentidos, deverá receber em breve em sua versão europeia o design com a marca registrada da grade frontal. Isso pode e deve representar novidades nesse sentido para o modelo produzido na Argentina. Se o novo padrão está sendo seguido para todos os outros modelos, por que não para o Focus?


 (Ford/Divulgação)
Além do novo design, o novo Ford Ka se revela revolucionário também em conteúdo, que fará do compacto Ford um dos mais, senão o mais completo no segmento em equipamentos de série já a partir da versão SE, a de entrada, de R$ 35.390. Entre outros, o Ka SE traz direção elétrica (mais econômica que a hidráulica), ar-condicionado, rádio AM/FM com conexão bluetooth e entrada USB, travas e vidros dianteiros elétricos e, como manda a lei, airbag duplo e freio ABS. Uma solução interessante e inédita que chega com o Novo Ka é o My Ford Doc, um suporte para carregar o smartphone, acima do rádio, e assim facilitar a visualização e operação dos aplicativos.


 (Ford/Divulgação)
Na versão imediatamente superior, a SE Plus, de R$ 37.390, os vidros traseiros elétricos e o sistema SYNC Media, formado por controles de áudio no volante, CD Player e AppLink, que traz aplicativos de rádios e localização já instalados, fazem parte do pacote de série.


A versão topo de linha, a SEL, de R$ 39.990, acrescenta em sua lista de itens o controle de estabilidade (ESC) e tração (TCS), assistente de partida em rampas (HLA), rodas aro 15, faróis de neblina e alarme. Um passo em falso foi incluir o computador de bordo e ajuste de altura dos bancos apenas na versão SEL, ao contrário da maioria dos concorrentes que hoje tem esses itens de série já a partir da versão básica.


Outro ineditismo da Ford introduzido no novo Ka, em sua versão mais cara, é o sistema de assistência de emergência que faz uma chamada automática ao serviço público SAMU em caso de acidentes que acionam o airbag ou cortam o combustível. O novo Ka brasileiro é quase completo. Para ficar no mesmo nível do europeu precisaria ter o sistema start/stop e o Isofix para prender com maior segurança as cadeirinhas de bebês.


A modernidade do novo Ka está também escondida sob o capô. O motor é 1.0 bicombustível de três cilindros de 85 cv, que a Ford apresenta como o mais potente e econômico entre os motores de 1 litros, inclusive entre os de quatro cilindros. O câmbio é manual de cinco marchas e a Ford garante que não tem planos de oferecer a transmissão automatizada.


 (Ford/Divulgação)
Neste momento a Ford está apresentando o Novo Ka apenas a versão hatchback, exclusivamente com quatro portas. Em breve será a vez do modelo sedã, que será chamado Novo Ford Ka+ e deverá incluir a opção de motor de 1,5 litro.


Segundo dados do fabricante o novo Ka “tem o menor consumo de combustível entre todos os veículos com ar-condicionado, atestado pelo selo A de eficiência energética do Inmetro/CONPET. Faz 8,9 km/l com etanol e 13 km/l com gasolina na cidade, e 10,4 km/l com etanol e 15,1 km/l com gasolina na estrada”. A sua tecnologia eletrônica de partida a frio, desenvolvida para a aplicação flex, promove o aquecimento controlado do etanol em temperaturas inferiores a 18ºC e dispensa o tanquinho extra de gasolina.


O Novo Ford Ka tem dimensões externas compactas – comprimento total de 3.886 mm, largura de 1.693 mm sem espelhos e distância entre-eixos de 2.489 mm – e a maior altura da categoria, de 1.525 mm, o que ajuda no aproveitamento de espaço interno.


O novo Ka quer ser líder de mercado. Em termos de conteúdo oferecido é muito competitivo e tem em sua versão top de linha a melhor relação custo-benefício, ao contrário dos concorrentes que normalmente reservam para essa situação a versão intermediária. Entre os nacionais o Ka é o terceiro a receber motor 1.0 com três cilindros. Antes dele vieram o Hyundai HB20, o VW Fox BlueMotion 1.0 e mais recentemente o VW up!

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017