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Cinema »

Pulp Fiction completa 20 anos

Lançado em 1994 - e cultuado até hoje - filme de Quentin Tarantino marcou a história da cinematografia mundial

Marcelo Fraga - Publicação:12/08/2014 09:00Atualização:12/08/2014 09:33

A dupla Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) é a marca registrada de Pulp Fiction - Tempo de Violência, que completa 20 anos em 2014 (Miramax Filmes/Divulgação)
A dupla Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) é a marca registrada de Pulp Fiction - Tempo de Violência, que completa 20 anos em 2014
Tempo de Violência. Este foi o subtítulo que o filme Pulp Fiction ganhou no Brasil. Pode-se dizer que o complemento foi bastante adequado, já que o longa-metragem, dirigido por Quentin Tarantino (Cães de Aluguel, Kill Bill e Django Livre), é recheado de assassinatos e muito sangue, o que, vale lembrar, é uma das marcas do diretor norte-americano.


O longa traz uma história que envolve os personagens Vincent Vega e Jules Winnfield – vividos por John Travolta (Os Embalos de Sábado à Noite e A Be Cool - O Outro Nome do Jogo) e Samuel L. Jackson (Os Bons Companheiros e Os Vingadores), respectivamente –, que são dois assassinos profissionais, e que trabalham para o gângster Marsellus Wallace, interpretado pelo ator Ving Rhames (Missão Impossível).


Vincent Vega recebe a ordem para sair com a namorada de Wallace, e teme se exceder com a garota, que é interpretada por Uma Thurman (Kill Bill e Percy Jackson e O Ladrão de Raios). Em uma história paralela, o pugilista Butch Coolidge, vivido por Bruce Willis (Duro de Matar e O Sexto Sentido), que também trabalha para Marsellus Wallace, ganha uma luta que deveria perder. A partir disso, uma trama complicada, recheada de cenas marcantes e violência, se forma envolvendo os cinco personagens e outros coadjuvantes.


Por diversos motivos, o filme se difere bastante das produções tradicionais de Hollywood, a começar pela narrativa, que não segue a sequência linear tradicional, com começo, meio e fim. Pulp Fiction também não tem um tema específico e não conta uma única história. Essas características, entre outros aspectos, são responsáveis por torná-lo tão singular. Segundo Rafael Ciccarini, gerente de cinema da Fundação Clóvis Salgado, o filme é uma espécie de divisor de águas: "Sem dúvidas, é uma produção marcante. A partir de Pulp Fiction, vários diretores produziram seguindo modelos similares de narrativa e até de diálogos entre os personagens".

 

A célebre dança encenada por Uma Thurman e John Travolta até hoje é reproduzida por fãs em diferentes ocasiões, de festa de casamento a baile de formatura (Miramax Filmes/Divulgação)
A célebre dança encenada por Uma Thurman e John Travolta até hoje é reproduzida por fãs em diferentes ocasiões, de festa de casamento a baile de formatura
Ciccarini, que também é professor de cinema, destaca ainda a escalação do elenco, que mistura atores de diferentes estilos e os coloca em situações engraçadas, mas que fazem parte do imaginário do público. É o caso de John Travolta, que se tornou um astro com o filme Os Embalos de Sábado à Noite, no qual interpretava o personagem Tony Manero, um exímio dançarino, e, em Pulp Fiction, contrastando com o clássico dos anos 1970, o ator faz uma cena com Uma Thurman, em que dança de forma desengonçada. A cena se tornou um dos ícones do filme – sendo reproduzida, inclusive, por muita gente em bailes de formatura e casas noturnas.


Apesar da boa fama, é claro que o filme de Quentin Tarantino não é uma unanimidade. Muitas pessoas dizem não entendê-lo e outras até consideram um exagero toda a veneração entorno do longa-metragem. "O público sempre espera que um filme conte uma história, que tenha um tema que provoque emoções. Em Pulp Fiction, é necessário um olhar mais atento aos detalhes, principalmente às referências utilizadas por Tarantino. O filme é também um diálogo com a história do cinema", explica Rafael Ciccarini.


Amado ou mesmo odiado, em setembro deste ano, Pulp Fiction completa duas décadas. É daqueles filmes em que as cenas e as falas dos personagens ficam marcadas na memória, como a passagem bíblica recitada pelo personagem Jules Winnfield antes de matar alguém. Pode-se dizer que são vinte anos bem vividos e dignos de comemoração, uma vez que o filme de Tarantino está sempre presente nas listas dos melhores da história do cinema.

 

Confira o trailer do filme:

 

 

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017