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Uso de trampolins pode levar a fraturas

Muito usados em academias, e mesmo vendido diretamente para o consumidor final, esse aparelho em que se fica dando 'saltos', precisa de atenção na hora da execução e acompanhamento profissional

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:15/09/2014 10:31Atualização:15/09/2014 10:34
A prática do trampolim pode levar  a acidentes, caso não seja feita  de forma correta (FreeDigitalPhotos.net)
A prática do trampolim pode levar
a acidentes, caso não seja feita
de forma correta
Hoje é cada vez mais frequente o uso de trampolins em academias para atividades que minimizam os impactos, ou até mesmo em casa, como atividade de lazer para crianças – e para quem não gosta de sair para fazer ginástica. Infelizmente, as pessoas não costumam conhecer os riscos associados a essa atividade, que parece lúdica, mas quando feita de maneira não supervisionada, principalmente por crianças e adolescentes, pode levar a sérios problemas.

Segundo uma pesquisa feita nos Estados Unidos, mais de 1 milhão de pessoas foram atendidas em serviços de emergência devido a acidentes provocados pelo uso do trampolim, entre 2002 e 2011. Cerca de 300 mil dessas lesões envolveram fraturas.

O estudo, publicado no Jornal de Ortopedia Pediátrica, mostrou que o total das despesas devido a acidentes com trampolins foi de US $ 1 bilhão, sendo mais de US $ 400 milhões para a recuperação de fraturas. "A maioria desses problemas relacionados com trampolins ocorreram em crianças, e 92,7% em jovens com 16 anos ou menos", diz o ortopedista Caio Gonçalves de Souza, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Mais de metade dos ossos fraturados eram nas extremidades superiores, 59,9%, enquanto 35,7% estavam relacionados a pernas, tornozelos e pés. As fraturas mais comuns nos membros superiores se deram no antebraço (37%) e no cotovelo (19%), enquanto que nos membros inferiores, as pernas foram as mais atingidas (39,5%), seguida pelo e tornozelo (31,5%). "As fraturas envolvendo a coluna vertebral foram mais raras de acontecer [apenas 1% do total], assim como as de crânio ou face [2,9%]", afirma o especialista.

De acordo com dados do estudo, a maioria das fraturas (95,1%) ocorreu em casa, o que reforça a importância de um comunicado emitido em 2012 pela Academia Americana de Pediatria contra o uso doméstico do trampolim. No texto, a entidade recomendava que  os pediatras deviam "aconselhar os pais e as crianças a não usar o trampolim nos momentos de  lazer".

Para o ortopedista Caio Souza, é muito importante compreender que "o trampolim não é um brinquedo. Diante de tantos riscos de fraturas, recomendamos que crianças e adolescentes não façam uso desse equipamento sem a permanente supervisão de um adulto. É preciso  educar a família toda, não apenas os jovens", diz.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017