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História »

100 anos da Primeira Guerra Mundial

O conflito, que durou quatro anos, mudou a geografia da Europa e dizimou milhões de soldados

Da redação - Redação Publicação:20/10/2014 13:33

Kate Middleton coloca flores sobre o memorial aos ex-combatentes da Primeira Guerra no cemitério St Symphorien, na Bélgica, acompanhada do marido, príncipe William, do primeiro-ministro inglês David Cameron e do cunhado, príncipe Harry (Paul Shaw / The Prime's Minister Office / Divulgação)
Kate Middleton coloca flores sobre o memorial aos ex-combatentes da Primeira Guerra no cemitério St Symphorien, na Bélgica, acompanhada do marido, príncipe William, do primeiro-ministro inglês David Cameron e do cunhado, príncipe Harry
No dia 23 de julho de 1914, o governo de Viena, capital do então Império Austro-Húngaro, na Europa, enviou um ultimato de 48 horas para a Sérvia, para dar explicações sobre o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando – herdeiro do trono da Àustria-Hungria – e sua esposa Sofia, na cidade de Sarajevo, capital sérvia. Como não obteve resposta, o governo austro-húngaro declarou guerra aos sérvios. Com isso, tinha início a Primeira Guerra Mundial, um dos mais sangrentos conflitos de nossa história.

 

De um lado da disputa estavam França, Grã-Bretanha e Estados Unidos, e do outro, a Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Turquia (então conhecido como Império Otomano). A Rússia, do czar Nicolau II, não participou do conflito, mas declarou seu apoio à nação eslava (Sérvia), o que deixou chateado o governo da Àustria-Hungria.

Embora muitos soldados ainda percorriam os terrenos e transpunham barreiras à pé ou em cima de cavalos, pela primeira vez na história bélica houve um grande salto tecnológico, com o uso de armas químicas, aviões, submarinos, tanques e metralhadoras. Além dos equipamentos, a guerra ficou marcada pelas tensas disputas nas trincheiras, que vitimou milhares de soldados, como em 1916, nas batalhas de Verdun e do Somme, na França.

"Os soldados em Verdun perderam suas ilusões juvenis. Não achavam que iriam ganhar a guerra em uma única batalha, mas, pelo menos, tinham certeza de que os alemães não o fariam", diz o historiador francês Marc Ferro, em seu livro A Grande Guerra 1914-1918.

Durante os quatro anos de conflito, mais de 70 milhões de homens foram mobilizados. Desse total, 10 milhões faleceram, 21 milhões ficaram feridos e 7,7 milhões foram dados como desaparecidos ou transformados em prisioneiros.

Com o fim da guerra, em 1918, a França recuperou regiões da Alsácia e Lorena, enquanto a Alemanha perdeu suas colônias e teve que reduzir seu exército e sua frota. Além disso, o Império Austro-Húngaro foi desfeito e surgiram novos países como Áustria, Hungria, Tchecoslováquia e Iugoslávia.

(com Agência Télam)

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017