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Bagagem gastronômica

Projeto Melhor Gourmet leva grupos de brasilienses para cursos em restaurantes que se destacam no cenário mundial. Com foco na capacitação, as viagens vão bem além do circuito turístico

Jéssica Germano - Redação Publicação:04/11/2014 13:00Atualização:04/11/2014 15:30

A formação dos alunos é o foco das viagens gastronômicas organizadas pelo projeto Melhor Gourmet (Divulgação)
A formação dos alunos é o foco das viagens gastronômicas organizadas pelo projeto Melhor Gourmet
O El Celler de Can Roca é um dos restaurantes de maior evidência no mundo atualmente. Está em segundo lugar no ranking dos melhores restaurantes do mundo, segundo a revista inglesa The Restaurant, depois de ter ficado na liderança ao longo do ano passado. Comandado pelos irmãos Joan (chef principal), Jordí (patîssier) e Josep (sommelier), o estabelecimento, localizado em Girona, na costa da Catalunha espanhola, segue ainda com três estrelas no renomado Guia Michelin.


Para cursos, o El Celler só abre duas vezes ao ano. E em uma delas, se volta exclusivamente para o grupo de estudantes do projeto Melhor Gourmet, liderado por Pablo André, Sebastian Parasole e Henrique Salsano.


Com parada anual ainda na escola Espaisucre, de Barcelona; e no Instituto Argentino de Gastronomia, o grupo é especializado em levar profissionais, amadores e amantes da boa mesa a outras fronteiras.


Fundado há três anos, o Melhor Gourmet é liderado pelo trio (foto), que comanda também aulas de gastronomia no Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb) e no Centro Universitário de Brasília (Uniceub). A ideia é capacitar estudantes da cozinha em parceria com escolas de culinária fora do país.


O trio do Melhor Gourmet: Pablo André, Sebastian Parasole e Henrique Salsano (Divulgação)
O trio do Melhor Gourmet: Pablo André,
Sebastian Parasole e Henrique Salsano
A primeira aliança foi com o país hermano, de onde são, inclusive, dois dos professores, e seguiu para a Espanha, que há tempos se destaca pelo primor cozinha. “Nas viagens, a gente fala com alguns dos melhores cozinheiros do mundo”, dimensiona André, pouco antes de embarcar para o próximo curso, que acontece neste mês. Nos dias 6, 7 e 8, um grupo de brasilienses será recebido para o curso intensivo de confeitaria do EspaiSucre, enquanto em 9, 10 e 11, será a vez da cozinha de Joan Roca ensinar o processo de sous vide (cozimento a vácuo) a uma turma saída dos eixos da capital.


Com duração curta – em média de quatro dias – a dinâmica de aprendizado, apesar de funcionar como intercâmbio, não propõe um roteiro turístico gastronômico. “Nós não vamos para comer. Nós vamos para aprender”, destaca o professor Pablo André, que também é sócio-proprietário do Laika Café, no Lago Sul. “O intuito é esse: viajar, conhecer, formar. Claro que, obviamente, depois vem a comida, a cultura do próprio país. Mas isso é um complemento”, reafirma.


O custo de cada curso varia de acordo com o destino, mas usualmente para a Europa o serviço fica entre 900 e 1600 euros, enquanto para a Argentina a média é de 500 dólares por aluno. O valor inclui a vaga, o material didático nas duas línguas e o acompanhamento de um dos professores. Passagem aérea, hospedagem e gastos adicionais ficam a cargo do inscrito.


Para quem acompanha de perto o cenário da cidade, a bagagem dessas viagens acaba sendo muito maior do que as técnicas aprendidas. “É algo vai acrescentar na cultura gastronômica de Brasília. Porque os meninos que estão viajando conosco são daqui e vão voltar para aplicar o que aprenderam lá”, diz André. Segundo ele, a programação para o ano que vem começa com Argentina, em julho, depois Espanha, em novembro, e termina com Londres, com data a ser confirmada.


Informações e inscrições para os cursos podem ser feitas por meio do site do Melhor Gourmet

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017