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Problema da falta de água se deve à má gestão pública, diz especialista

Situação dos reservatórios de água é crítica no Brasil, e segundo a Agência Nacional de Águas, 55% dos municípios brasileiros podem sofrer déficit de abastecimento até 2015

Publicação:05/12/2014 13:06

Em meados de julho, a represa de Três Marias, que fica na região norte de Minas Gerais, chegou a apenas 10% de sua capacidade, devido à seca prolongada (Gladyston Rodrigues/EM/DA press)
Em meados de julho, a represa de Três Marias, que fica na região norte de Minas Gerais, chegou a apenas 10% de sua capacidade, devido à seca prolongada
Apesar de o problema da crise hídrica ser mais evidente em São Paulo, dados da Agência Nacional de Águas (ANA) indicam que 55% dos municípios brasileiros podem sofrer deficit de abastecimento até 2015. O alerta foi feito pelo órgão durante uma audiência sobre a crise da água no Brasil, na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. Os participantes chamaram atenção para outras bacias do país, como a do São Francisco.

De acordo com a ANA, o Brasil já está trabalhando em um plano nacional de segurança hídrica. O documento está sendo elaborado pela agência e pelo Ministério da Integração Nacional a partir de conversas com os estados e deverá ficar pronto entre 2015 e 2016.

A expectativa do superintendente da ANA, Joaquim Guedes Gondim Filho, é que as ações comecem ser implementadas ainda no decorrer do processo, à medida que os problemas forem sendo identificados.

Confira abaixo um vídeo do portal Uai sobre a seca na represa de Três Marias, no norte de Minas:

 

De acordo com o deputado federal Sarney Filho (PV-MA), deverá ser criada na Câmara um comitê específico para analisar a crise hídrica. Ele pretende retomar o assunto no início da próxima legislatura, em fevereiro. "É preciso que se tomem medidas urgentes, porque sem água não tem como viver", afirma o deputado.

"Se o período chuvoso deste ano se configurar como o do ano passado, essa água não será suficiente para o ano que vem. Independentemente de chover mais ou menos, nós estamos em uma situação bastante crítica", observa Marussia Whately, especialista em gestão de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Instituto Socioambiental (ISA).

A política de gestão dos recursos hídricos é considerada um dos principais problemas no processo. Como observa Marussia, a gestão, hoje, se baseia na oferta de água, sem o devido cuidado com os mananciais. Além disso, é preciso lidar com a falta de chuvas e de transparência no sistema. "Enquanto isso, o Brasil vem aumentando o consumo e isso é uma tendência que deve ser levada em consideração", diz a especialista do ISA.

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017