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Dólar ultrapassa R$ 2,60 e fecha no maior valor em nove anos

A instabilidade é agravada pelo cenário externo, principalmente depois que o Banco Central norte-americano, encerrou o programa de injeções de dólares na economia mundial

Agência Brasil - Redação Publicação:09/12/2014 09:08Atualização:09/12/2014 09:11

Em alta pela terceira sessão seguida, a moeda norte-americana ultrapassou o nível de R$ 2,60 e voltou a fechar no maior valor em nove anos. O dólar comercial encerrou o dia 8 vendido a R$ 2,611 com alta de 0,7%. O valor é o mais alto desde 18 de abril de 2005, quando a cotação tinha fechado em R$ 2,616.

 

O dia foi marcado pela volatilidade no mercado financeiro. Até as 13h30, a moeda estava abaixo de R$ 2,60. Em seguida, a cotação começou a subir até fechar no maior nível em nove anos. Na máxima do dia, por volta das 15h30, a moeda chegou a atingir R$ 2,616. O dólar acumula alta de 1,55% em dezembro e de 10,77% no ano.

 

Desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, o dólar tem registrado grande volatilidade. A cotação não caiu mesmo após a confirmação da nova equipe econômica, com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Ministério do Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central.

 

A instabilidade é agravada pelo cenário externo, principalmente depois que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, encerrou o programa de injeções de dólares na economia mundial motivado pela recuperação do emprego nos Estados Unidos.

 

O dólar não tem caído apesar de o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) ter aumentado a taxa Selic (juros básicos da economia) para 11,75% ao ano. Em tese, os juros domésticos mais altos ajudam a derrubar o dólar porque ampliam a diferença das taxas brasileiras em relação às dos Estados Unidos, tornando o Brasil mais atrativo para os aplicadores internacionais.

 

Na Bolsa de Valores, nesta segunda-feira, também teve perdas. O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a sessão com recuo de 3,31% e atingiu o menor nível desde abril deste ano. As ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram 6,19% e puxaram a queda.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017