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Meio ambiente »

Lixo eletrônico é a nova ameaça para a natureza

De acordo com a ONU, o mercado devem produzir, até 2017, resíduos suficientes para encher 200 edifícios Empire State

Bruna Tavares - Publicação:27/12/2014 15:00Atualização:27/12/2014 10:44
A empresa E-mile dá destinação aos componentes de produtos eletrônicos que seriam jogados diretamente no lixo, e consequentemente, na natureza (E-mile/Divulgação)
A empresa E-mile dá destinação aos componentes de produtos eletrônicos que seriam jogados diretamente no lixo, e consequentemente, na natureza
Que atire a primeira pedra quem nunca passou por esta situação: acabou de comprar um aparelho eletrônico e, pouco tempo depois, se viu desesperado para adquirir a versão mais moderna do mesmo produto. Em tempos de obsolescência programada, ou seja, quando a pessoa praticamente se vê "obrigada" a consumir o que tem de mais novo no mercado, quem paga o preço pelo crescimento vertiginoso do lixo eletrônico é o meio ambiente.

De acordo com um levantamento realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), cada ser humano descarta anualmente uma média de sete quilos de resíduos eletrônicos. Estima-se que, em 2017, o volume desse material produzido no mundo será equivalente a 200 edifícios Empire State – ponto turístico de Nova Iorque –, totalmente preenchidos. O problema é que falta a muitas pessoas o conhecimento de como deve ser feito o descarte correto de lixo eletrônico.

O engenheiro químico Ricardo Newton, juntamente com mais três colegas que trabalhavam com serviços ambientais, percebeu que havia necessidade de se ter uma empresa atuante na coleta de resíduos da indústria eletrônica. Com isso, ele resolveu criar a E-mile (Empresa Mineira de Lixo Eletrônico). Em três anos de existência, cerca de 1.500 toneladas de material já foram arrecadadas pela empresa, número pouco expressivo perto das 50 toneladas produzidas na terra apenas em 2013. "As pessoas ainda não se conscientizaram de que não se pode misturar produto eletrônico com o lixo comum. A presença de materiais perigosos como mercúrio e chumbo causam danos irreparáveis ao solo", explica o engenheiro.

Engana-se quem pensa que as empresas que coletam lixo eletrônico se aproveitam da situação para poder fazer uso do material. “Pelo contrário. Diariamente recebemos telas de computadores super novos, ainda funcionando, mas, assim como os velhos, os objetos ainda em bom estado passam por um processo de desmontagem até se transformarem novamente em plástico, ferro, entre outros metais. Além de outros elementos irem para a reciclagem. Depois, repassamos esses novos produtos para empresas siderúrgicas e outras também especializadas", complementa Ricardo Newton.
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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017