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Janeiro começa com "bandeirada" na conta de luz

Já está valendo a regra que aumenta a tarifa de produção de energia conforme as condições de geração, e que aparece para o consumidor como bandeiras: vermelha, verde ou amarela

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:27/01/2015 08:28Atualização:27/01/2015 12:02

Maíra Barbosa desistiu de alugar dois quartos para reduzir os gastos  (Bruno Peres/CB/DA Press)
Maíra Barbosa desistiu de alugar dois quartos para reduzir os gastos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir de janeiro de 2015, as empresas geradoras de energia de todo o Brasil vão adotar as chamadas bandeiras tarifárias – que refletem uma estimativa sobre o custo da produção em cada mês, de acordo com as condições de geração – por determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Como a energia elétrica no Brasil é gerada predominantemente por usinas hidrelétricas, elas dependem das chuvas e do nível de água nos reservatórios. "Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas podem ser ligadas com a finalidade de poupar água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com isso, o custo de geração aumenta, pois essas usinas são movidas a combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel", explica a Aneel.

Segundo Anderson Ferreira, gerente de relacionamento comercial com clientes da Cemig, as faturas de energia informam, desde junho do ano passado, aos consumidores, a bandeira tarifária divulgada mensalmente em caráter de teste, com o objetivo de facilitar a compreensão dos clientes sobre esse novo sistema. "Fica mais justo e mais claro para o consumidor que vai passar a conhecer melhor a sua conta de energia. As bandeiras não representam um acréscimo, mas uma sinalização mais clara para o consumidor, especialmente, no caso da utilização das térmicas, que são as energias mais caras", explica.

 

A usina hidrelétrica de Itaipu contribui com quase 17% da energia consumida no Brasil. Em 2014, ela produziu um total de 87,8 milhões de megawatts/hora (Reprodução)
A usina hidrelétrica de Itaipu contribui com quase 17% da energia consumida no Brasil. Em 2014, ela produziu um total de 87,8 milhões de megawatts/hora
A Aneel, em seu site, diz que as bandeiras tarifárias são uma forma "diferente" de apresentar um custo que hoje já está na conta de energia, e que passa despercebido para o consumidor. Atualmente, os custos com compra de energia pelas distribuidoras são incluídos no cálculo de reajuste das tarifas e são repassados aos usuários um ano depois de ocorridos, quando a tarifa reajustada passa a valer. "Com as bandeiras, haverá a sinalização mensal do custo de geração da energia elétrica que será cobrada do consumidor, com acréscimo das bandeiras amarela e vermelha. Essa sinalização dá, ao consumidor, a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar", completa a agência.

Entenda como se dá a aplicação das bandeiras tarifárias nas contas de energias das distribuidoras:

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo e parte de um patamar mais baixo que a tarifa calculada pela metodologia atual

  • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos

  • Bandeira vermelha: condições mais custosas de geração. A tarifa sobre acréscimo de R$ 3,00 para cada 100 kWh consumidos

Clique aqui e baixe a cartilha da Aneel com dicas de economia de energia.

 

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017