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Herança inusitada

Que tal deixar as tatuagens de herança para seus familiares? Um serviço de preservação da pele tatuada foi lançado nos Estados Unidos e a 'lembrança' é entregue para a família já emoldurada

João Paulo Martins - Redação Publicação:05/10/2015 14:37Atualização:05/10/2015 15:41
A Napsa envia para a família do falecido um 'kit' para retirada da pele com a tatuagem, que, em seis meses, é devolvida em forma de arte (savemyink.com/Reprodução)
A Napsa envia para a família do falecido um 'kit' para retirada da pele com a tatuagem, que, em seis meses, é devolvida em forma de arte
Quando se fala em herança de família, o que vem à mente? Um relógio de ouro? Uma cristaleira? O que acha de receber de herança a tatuagem de um parente querido? Pois é, no final de setembro deste ano, a Associação Nacional de Preservação de Arte Cutânea (Napsa, na sigla em inglês) iniciou seus trabalhos nos Estados Unidos e promete realizar o sonho de quem quer transformar a tatuagem em algo literalmente eterno.

Para que o desenho que acompanhou a pessoa por muitos anos possa ser herdada, primeiro, é preciso se cadastrar na Napsa e assinar um termo, que é uma espécie de testamento. Além disso, é importante deixar os parentes cientes da vontade de "eternizar" a tatuagem.

Quando chega a data do falecimento do cliente, a associação precisa ser avisada com no máximo 18 horas após a morte. Nesse momento, a Napsa enviará um "kit" de preservação da pele para o serviço funerário ou hospitalar responsável pela manipulação do cadáver. Após a retirada da tatuagem e envio da mesma para a associação, em até seis meses a família receberá em casa a lembrança devidamente preparada e emoldurada, tal qual uma verdadeira obra de arte.

Segundo a Napsa, desde que iniciaram os trabalhos, já receberam diversas inscrições, mas nenhuma tatuagem ainda foi "eternizada". "Ainda não tivemos o falecimento de ninguém que cadastrou em nossa associação desde o lançamento", diz Michelle Venorsky, relações públicas da Napsa, em entrevista ao site de notíticas The Huffington Post.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017