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Saúde »

CFM libera fertilização in vitro para mulheres acima de 50 anos

Nova resolução do Conselho Federal de Medicina permite ainda a gestação compartilhada para casais de mulheres lésbicas

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:27/10/2015 14:53Atualização:27/10/2015 14:59
Apesar da resolução do CFM liberar fertilização in vitro para mulheres a partir de 50 anos, médico recomenda cautela, devido aos riscos da gravidez nessa idade (Myhealthblogs.com/Reprodução)
Apesar da resolução do CFM liberar fertilização in vitro para mulheres a partir de 50 anos, médico recomenda cautela, devido aos riscos da gravidez nessa idade
No mundo moderno, questões profissionais e econômicas são os principais fatores para a ocorrência da maternidade tardia. A novidade, nesse cenário, é uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), aprovada no último mês de setembro, que permite tratamento de fertilização in vitro para mulheres com idade acima de 50 anos. Os procedimentos poderão ser realizados, desde que as pacientes assumam os riscos juntamente com seus médicos.

A mudança na política para reprodução assistida também prevê que casais de mulheres lésbicas possam ter gestação compartilhada, com uma recebendo o óvulo da outra, após a fecundação, por meio do espermatozoide de um doador.

"Mulheres, com o avançar da idade, possuem maior probabilidade de ter um parto prematuro, com todas as complicações decorrentes desta situação, além de um maior risco de episódios de pressão alta e diabetes gestacional. Acima de 35 anos, de um modo geral, inicia-se uma queda da capacidade reprodutiva. A partir de 43 anos, essa chance é bem reduzida", alerta o ginecologista Renato de Oliveira, responsável pela área de reprodução humana da clínica Criogênesis.

O especialista reitera que mulheres que pretendem ter filhos tardiamente devem ser avaliadas em relação a comorbidades como hipertensão, diabetes, cardiopatias ou doenças renais, por exemplo. "A idade é um fator chave para possíveis complicações na gravidez, mesmo em pacientes sem nenhuma alteração identificável nos exames de rotina, além da própria dificuldade em engravidar e do maior risco de doenças genéticas para o bebê", afirma o médico.

Renato de Oliveira ainda ressalta que, nesses casos, um acompanhamento médico ainda mais cuidadoso é imprescindível. "Um pré-natal adequado é essencial para reduzir os riscos da gestação e possibilitar que a futura mamãe aproveite essa fase da melhor maneira possível", finaliza o especialista.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017