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Caramujo com a concha pintada vem chamando atenção na Europa

João Paulo Martins - Redação Publicação:17/03/2016 09:34Atualização:17/03/2016 10:09
Muitas pessoas costumam atuar como protetoras dos animais, em atitudes consideradas nobres. Mas, e quando a suposta "proteção" chama mais atenção do que o ato real de ajudar um bicho? Isso está acontecendo na Europa. Artistas e pessoas comuns estão pintando as conchas dos caramujos, como forma de deixá-los mais visíveis e, assim, "protegê-los" de pisadas de pedestres desatentos.

Apesar de serem intervenções visualmente bonitas, o grupo de proteção animal One Green Planet questiona essa atitude. "Colocar um design brilhante e chamativo no caracol o transforma num ponto visível no chão. Isso pode prevenir de possíveis pisadas, mas, por outro lado, os deixa mais fáceis de serem capturados por pássaros, o que é questionável", diz a organização ambiental em seu site oficial.

Segundo os responsáveis pelas pinturas, as tintas usadas não seriam tóxicas, nem agrediriam o pequeno animal.
 
Na Europa, caracóis estariam recebendo pinturas em suas conchas, como forma de 'proteção' e de arte (Legalassassin.com/Stefan Siverud/Reprodução)
Na Europa, caracóis estariam recebendo pinturas em suas conchas, como forma de "proteção" e de arte
 
Mesmo que essa prática seja dúbia, o artista sueco Stefan Siverud já "ilustrou" inúmeras conchas de caramujos. Para ele, o molusco é visto mais como uma "grande tela em branco" do que como um bichinho que precisa de "proteção". "Os primeiros caracóis foram pintados 'porcamente'. Queria testar qual tinta ia funcionar, e se durante a pintura não corria o risco de matar ou machucar o caramujo", conta Stefan ao site do jornal inglês Daily Mail. Ele explica que, após serem pintados (ele usa um palito de dente para fazer detalhes), os bichinhos são soltos no jardim de sua casa e em parques da cidade de Kalmar, na Suécia, onde ele vive.

O artista sueco já "ilustrou" por completo nada menos que 70 caramujos. Outros 20 foram pintados de forma "aleatória", segundo Stefan Siverud.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017