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PET | SAÚDE »

Cuidado com as picadas

Mosquito da dengue pode transmitir doença também para os pets. A chamada dirofilariose canina é perigosa e leva à morte. Saiba como proteger o seu animal de estimação

Daniela Costa - Publicação:18/03/2016 09:36Atualização:18/03/2016 10:19
Em tempos em que o mosquito da dengue aterroriza a população brasileira, alguns donos de animais de estimação se perguntam se os pets também podem ser contaminados. Especialistas esclarecem: os animais não correm o risco de contrair dengue, zika vírus ou chikungunya. A notícia não poderia ser melhor. Mas há dúvidas se o Aedes aegypti pode transmitir outras doenças aos bichos. A preocupação tem motivo, tendo em vista que o mosquito-palha, ou birigui, é responsável pela transmissão da leishmaniose visceral canina, doença que acomete tanto animais quanto humanos.
 
A solução para o quarteto do engenheiro Leonardo Barrouin foi a prevenção com spray: 'Borrifo especialmente no dorso, orelha e calda' (Alexandre Rezende )
A solução para o quarteto do engenheiro Leonardo Barrouin foi a prevenção com spray: "Borrifo especialmente no dorso, orelha e calda"
 
A grande polêmica gira em torno da dirofilariose canina, doença popularmente conhecida como “verme do coração”, que atinge cães e gatos. Pesquisas apontam que o Aedes aegypti seria um dos responsáveis por sua transmissão. O parasita, que se instala no sangue do animal e segue até o coração, provoca inflamação, trombose, embolia pulmonar e insuficiência cardíaca. Nos gatos, a incidência é menor, mas não menos letal. Apesar da gravidade da doença, os especialistas esclarecem que não há motivos para alarde. “Para que o mosquito da dengue se torne um vetor e hospedeiro da dirofilariose, primeiro tem de picar um animal contaminado para depois desenvolver o estágio contaminante dentro do seu próprio intestino. Só a partir daí se tornará um transmissor”, diz a veterinária Ana Leticia Bicalho, da Clínica São Francisco de Assis.
 
O buldogue francês Benjamim só sai às ruas protegido: 'Ele não fica sem a coleira repelente'', diz a professora Maria Leonor Lima Silveira Menezes (Cláudio Cunha)
O buldogue francês Benjamim só sai às ruas protegido: "Ele não fica sem a coleira repelente'', diz a professora Maria Leonor Lima Silveira Menezes
 
Além disso, o desenvolvimento da larva do mosquito depende de vários fatores, entre eles, altas temperaturas e umidade, e dificilmente chega ao estágio de transmissão. “Até o momento, o mosquito não representa um perigo em potencial como transmissor da doença para os pets”, diz Ana Letícia. Embora o Aedes aegypti e o mosquito-palha sejam de gêneros diferentes, os métodos de prevenção contra a picada são semelhantes. “Enquanto o mosquito da dengue se reproduz em água parada, o mosquito da leishmaniose se reproduz em matéria orgânica em decomposição. No entanto, os mesmos repelentes auxiliam no combate aos dois”, explica o veterinário Gilson Dias Rodrigues, da ONG Bichos Gerais.

Assim, para garantir a segurança dos peludos, a dica é caprichar nos repelentes, sejam eles de uso oral, tópico, spray ou as já conhecidas coleiras. O buldogue francês Benjamim tem uma agenda cheia. Mesmo morando em apartamento, sempre sai à rua para passear, ser adestrado ou ir para o hotelzinho. Sua dona, a professora Maria Leonor Lima Silveira Menezes, não se descuida. “Ele não fica sem a coleira repelente, adaptou-se muito bem”, diz.

A médica Juliana Andrade testou alguns
repelentes na cadelinha Maria Clara, sem 
raça definida: 'Agora uso um produto 
tópico com o qual ela se adaptou bem'
 (Cláudio Cunha)
A médica Juliana Andrade testou alguns
repelentes na cadelinha Maria Clara, sem
raça definida: "Agora uso um produto
tópico com o qual ela se adaptou bem"
A veterinária Daniela Ravetta, da DrogaVet, reforça a importância da adaptação do animal ao produto escolhido. “É sempre bom ficar atento a sinais de coceira, vermelhidão ou descamação, pois alguns pets são alérgicos a determinados componentes. Nesses casos, existem outros meios de prevenção, por exemplo, em formato de loções e cremes”, explica Daniela. A cadelinha Maria Clara, sem raça definida, adora exibir o seu charme ao lado da tutora, a médica Juliana Andrade de Filgueiras Gomes. Por conta de uma reação alérgica, Juliana testou vários repelentes. “Comecei com a coleira, mas não deu certo. Agora, uso um produto tópico com o qual ela se adaptou bem”, diz. A solução para o quarteto fantástico do engenheiro Leonardo Barrouin foi a prevenção em spray. A bagunça é garantida na hora de borrifar o produto no fox paulistinha Thor e nas peludas sem raça definida Cherrye, Susie e Jade. “Além do composto químico, uso a versão natural de citronela, especialmente no dorso, orelha e calda. Faço tudo pela saúde e bem-estar deles”, diz Leonardo.
 
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017