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Você sabe o que é a xerostomia?

O nome estranho diz respeito à famosa síndrome da 'boca seca'

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:14/04/2016 08:49Atualização:14/04/2016 08:51
Palavra de origem grega, xerostomia é uma combinação de xeros, que significa seco, com stoma, que é boca. Ou seja, trata-se da famosa "boca seca" – condição que se caracteriza pela diminuição da produção salivar. Fisiologicamente, a salivação começa a diminuir a partir dos 30 anos. Aos 60 anos, a pessoa tem metade da saliva de um jovem. O problema é que todos precisam de saliva para digerir os alimentos, limpar a boca e controlar a população de bactérias, evitando infecções.

De acordo com o odontólogo Artur Cerri, diretor na Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, a queda no volume de saliva produzido pela boca acaba dificultando a deglutição e diminuindo a resistência bucal. Quando não diagnosticada e tratada a tempo, essa condição pode resultar, inclusive, na perda dos dentes. "A síndrome da boca seca pode ser fisiológica ou indicar algumas doenças sistêmicas, acelerando o aparecimento de cárie, infecção bucal e, principalmente, gengivite. Além de comprometer a saúde bucal do idoso, acaba interferindo no roganismo e na qualidade de vida, porque o paciente, naturalmente, passa a comer menos e ingerir apenas alimentos macios ou líquidos", explica o especialista.

De acordo com o cirurgião-dentista, a síndrome da boca seca possui 12 sintomas muito comuns, que podem ser facilmente identificados (não ocorrem, necessariamente, todos ao mesmo tempo):
 
Segundo o especialista, os idosos são os grandes afetados pela xerostomia, que é a síndrome da 'boca seca'. Nessa idade, a salivação diminui drasticamente (Pixabay)
Segundo o especialista, os idosos são os grandes afetados pela xerostomia, que é a síndrome da "boca seca". Nessa idade, a salivação diminui drasticamente
 
Sensação pegajosa na língua
Língua avermelhada, áspera ou seca
Sensação ruim na garganta, como se fosse um pigarro
Feridas nos cantos da boca
Fissuras nos lábios
Ardência lingual
Mau hálito
Sede frequente
Dificuldade ao falar
Rouquidão
Secura nas vias nasais
Dor de garganta

Cerri afirma que, além do processo de envelhecimento, uma das causas mais comuns são os efeitos colaterais de determinados medicamentos para tratar certas doenças, como depressão, ansiedade, obesidade, alergia, incontinência urinária e Mal de Parkinson. Também pode se tratar de um desdobramento de determinadas doenças, como diabetes, anemia, fibrose cística, hipertensão e artrite reumatoide. "Não podemos descartar outras causas, como desidratação e danos ao sistema nervoso, principalmente após traumas ou cirurgias. Mas, outra causa muito comum é o fumo. O fumante passa muito tempo respirando pela boca enquanto fuma, e isso acaba agravando o quadro", afirma Artur Cerri.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017