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Senhor Barriga é homenageado em Brasília

Durante passagem pela capital federal no último sábado (21), o ator mexicano Edgar Vivar assinou a placa da Rua das Estrelas, a calçada da fama do Pier 21

Julyerme Darverson com Assessorias - Publicação:19/04/2016 11:40Atualização:19/04/2016 13:51
No último sábado (16), o ator Edgar Vivar, o Senhor Barriga do seriado “Chaves”, esteve pela primeira vez em Brasília apresentando seu show de humor “Uma noite com o Sr.Barriga” , no Teatro da Unip. O público de Brasília aguardava ansioso por esse momento há anos.

Sua entrada no palco foi marcada por uma salva de palmas. Falando um “portunhol”, Edgar entrou carregando uma das maletas usada pelo personagem na gravação da série “El Chavo Del Ocho”, conhecida no Brasil como “Chaves”. “Chegar no Brasil, depois de muito tempo, e encontrar pessoas tão jovens, que  não haviam nem nascido quando a série foi criada, é gratificante”, comentou Edgar.
 
O ator mexicano Edgar Vivar, de 67 anos, esteve em Brasília para apresentar o show de humor 'Uma Noite com o Senhor Barriga' (Kakai Fotografias/Divulgação)
O ator mexicano Edgar Vivar, de 67 anos, esteve em Brasília para apresentar o show de humor "Uma Noite com o Senhor Barriga"
 
Com piadas ao longo da apresentação, o artista revelou alguns segredos da produção televisiva. Uma delas é que, no início, os figurinos e óculos eram do próprio ator. Edgar contou ainda que os atores e a produção do seriado chegaram a produzir uma turnê especialmente para o Brasil, mas que ela foi cancelada porque eles não falavam português.

Com um cenário simples, composto apenas de uma poltrona, um dos destaques do espetáculo foi o bate papo com o público. Edgar fez questão de interagir com os fãs e introduzir o humor na conversa. “O que mais me chamou a atenção foram as piadas adaptadas ao contexto brasileiro, quando ele fez interação com a plateia”, conta o publicitário e fã Ivo Pereira, de 24 anos. “Embora o show tivesse características de stand up, o maior evento era estar, frente a frente, com o Edgar. Creio que se o espetáculo não tivesse roteiro nenhum, já valeria a pena” completa Ivo.

O momento mais emocionante da noite foi a exibição do vídeo com cenas dos bastidores das gravações da série e momentos do dia a dia do elenco de “Chaves”. Antes de apresenta-las, Edgar pediu: “Quero que assistam. Não filmem. Desfrutem desse momento. Essas são as minhas lembranças”.

Marcelo Calafiori, responsável pela produção da peça na cidade, conta que o segundo semestre poderá ter outras surpresas para os fãs da vila do Chaves. “Estamos em negociação para trazermos outros personagens. É um clássico de várias gerações, é uma realização profissional e pessoal proporcionar esses talentos  ao nosso público”, revela.

Homenagem na Rua das Estrelas

Edgar Vivar foi homenageado na Rua das Estrelas, que fica no Shopping Pier 21. Lisonjeado, o mexicano assinou uma placa de bronze, com uma estrela dourada, que ficará exposta no local. Para evitar o desgaste físico do comediante, que sofreu duas quedas durante apresentações no país, a placa foi levada até o camarim para receber a assinatura.
 
O artista foi homenageado com uma placa na Rua das Estrelas, a calçada da fama do Pier 21. Assinatura foi feita no camarim do ator (Kakai Fotografias/Divulgação)
O artista foi homenageado com uma placa na Rua das Estrelas, a calçada da fama do Pier 21. Assinatura foi feita no camarim do ator

Durante a preparação para o momento, questionando o que escrever na placa de cimento, o artista foi informado que na próxima quinta-feira (21) é o aniversário de 56 anos da capital federal. “Estou nervoso e feliz com esse momento. Quero voltar para vê-la, posicionada em seu lugar. Então, escreverei 'Parabéns Brasília', que é mais jovem do que eu e 'muito obrigado'. A cidade me recebeu muito bem, os fãs daqui são muito afetuosos. Em alguns episódios do Chaves, gravo com uma brasília amarela, que era meu carro na época”, contou saudoso.

Sobre o amor pelo Brasil, o ator explica: “Agora tenho a oportunidade de conhecer mais cidades do país. O Brasil é muito grande, mas meu coração é maior”.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017