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PET | Cuidados »

Sabia que alimentos dietéticos podem até matar os cães?

Produtos com xilitol são extremamente tóxicos para os pets, especialmente os cachorros

Vinícius Andrade - Redação Publicação:20/06/2016 09:11
Nem sempre o olhar "pidão" de um cachorro deve ser contemplado pelo dono. Muitas vezes, a intenção de agradar o bichinho com guloseimas pode acabar se transformando em risco para a saúde do animal. Alimentos como balas, biscoitos e chocolates dietéticos costumam ser compostos por uma substância conhecida como xilitol – adoçante natural encontrado nas fibras de alguns vegetais e utilizado para substituir o açúcar. Apesar de não ser nocivo para os seres humanos, o produto pode ser extremamente prejudicial para os cães.

De acordo com o médico veterinário Amaury Carabetti, quando um cachorro ingere alimento contendo xilitol, ocorre uma grande liberação de insulina pelo pâncreas do animal, resultando numa hipoglicemia (repentina queda de açúcar no sangue). Ainda segundo o especialista, estes bichos podem apresentar tremores e andar cambaleante. Nos casos mais graves, pode causar hemorragia, insuficiência hepática e levar até à morte.
 
 (Pixabay)
 
"A gravidade do quadro clínico está relacionada com a quantidade ingerida do alimento. Caso o dono correlacione a ingestão de um alimento contendo xilitol com um ou mais sinais clínicos descritos, deve procurar ajuda imediata de um médico veterinário", destaca Amaury. Conforme o especialista, geralmente, a internação do cachorro é necessária para aumentar a concentração de glicose no sangue e monitorar a função hepática e renal.

O veterinário ressalta que os donos não devem alimentar os cães com produtos que não são próprios para o animal. "Devemos sempre evitar alimentar nossos pets com alimentos destinados a humanos. O cuidado deve ser redobrado com produtos destinados a diabéticos", alerta.

Segundo Amaury, os gatos são tão sensíveis ao xilitol quanto os cães, mas por serem mais seletivos para alimentação, os relatos de intoxicação pela substância são mais raros.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017