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Animais de estimação também precisam ser imunizados

Cães e gatos também sofrem com viroses e problemas respiratórios comuns no inverno. A melhor forma de evitar, segundo especialistas, é acreditar na vacinação

Publicação:24/06/2016 12:00
A empresária Maria Carlota Lobário mora em condomínio onde as baixas temperaturas são constantes e por isso faz questão de imunizar os labradores Gaia, Thor e Kisha: 'Repito as doses todos os anos' (Rogério Sol/Encontro)
A empresária Maria Carlota Lobário mora em condomínio onde as baixas temperaturas são constantes e por isso faz questão de imunizar os labradores Gaia, Thor e Kisha: "Repito as doses todos os anos"
O inverno chega em junho e as temperaturas mais baixas aumentam o risco de gripes e resfriados também para os pets. Uma boa maneira de prevenção é apostar na vacinação dos peludos. Além das doses obrigatórias anuais da antirrábica e múltipla, também se recomenda a aplicação anual da vacina contra a gripe, que é uma das formas de prevenção, por exemplo, da tosse canina, doença extremamente contagiosa. Os vírus parainfluenza canina e H3N8, além da bactéria Bordetella bronchiseptica, são os agentes mais comuns da enfermidade, também conhecida como traqueobronquite infecciosa canina. Os sintomas recorrentes são febre, apatia, falta de apetite, espirros e coriza.

Os vírus são transmitidos a outros animais através do contato direto com um cão infectado ou objetos contaminados. No entanto, não é transmissível ao ser humano. Entre suas principais características estão a capacidade de permanecer vivo e infectante em superfícies por até 48 horas, em roupas por 24 horas e nas mãos por 12 horas. Após contaminados, os animais podem espalhar a doença por até 10 dias. O risco é maior para filhotes, cães idosos ou com baixa imunidade. "O período mais contaminante do vírus, por meio das secreções, é de dois a quatro dias após o contágio, quando os sinais clínicos ainda não se manifestaram", explica o veterinário Leonardo Freitas, da Clínica Veterinária Professor Israel.
 
Algumas raças pequenas, como as chihuahuas Sharon e Prada, estão mais predispostas a complicações: com receio, a nutricionista Juliana Gresta não abre mão das vacinas  (Samuel Gê/Encontro)
Algumas raças pequenas, como as chihuahuas Sharon e Prada, estão mais predispostas a complicações: com receio, a nutricionista Juliana Gresta não abre mão das vacinas
 
O cuidado deve ser redobrado com bichos que vivem em ambientes frios, em locais fechados ou aglomerados em grande quantidade. A empresária Maria Carlota Lobário mora em um condomínio em Brumadinho, onde as baixas temperaturas são constantes. Por isso, os labradores Gaia, Thor e Kisha estão sempre imunizados contra a tosse canina. "Repito as doses todos os anos, e eles nunca sofreram com a doença", diz Maria Carlota. Entre as raças mais predispostas estão aquelas de cabeça achatada e focinho curto, como boxer, pug e buldogue, que, por conta da anatomia, têm mais dificuldade para respirar. Algumas raças pequenas como o chihuahua sofrem de espirro reverso (quando o ar é empurrado para dentro do nariz, ao contrário do espirro normal), o que se agrava com a gripe. "Por isso, anualmente minhas cadelas Sharon e Prada são vacinadas contra a tosse dos canis", conta a nutricionista Juliana Gresta.

As mudanças climáticas são igualmente nocivas para os gatos. Com sistema respiratório bastante sensível, os felinos sofrem quando os agentes infecciosos atacam narinas, garganta, olhos, brônquios e pulmões. Por isso a vacinação é indicada também para eles, a fim de evitar problemas graves. No entanto, ao contrário dos cães, que precisam de dois tipos de vacinas para serem imunizados, nos gatos a aplicação ocorre em dose única, uma vez ao ano. "A quádrupla felina previne as principais doenças que possam atingir o complexo respiratório dos gatos, desde que já não estejam contaminados, pois não cura a enfermidade", diz o veterinário Gilson Dias Rodrigues, da ONG Bichos Gerais. Além das picadas do bem, é importante proteger o animal com abrigos adequados, cobertores e roupinhas, bem como mantê-los sempre secos e longe de correntes de vento.
 

 
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017