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Brasil desperdiça 40 mil toneladas de alimento por dia, diz World Resources Institute

A entidade chama a atenção para os impactos econômicos, sociais e ambientais desse desperdício

Da redação com Agência Brasil - Publicação:05/07/2016 10:55Atualização:05/07/2016 10:57
Em nosso país, diariamente, são desperdiçadas 40 mil toneladas de alimentos, segundo Viviane Romeiro, coordenadora de Mudanças Climáticas do World Resources Institute (WRI) do Brasil, uma instituição de pesquisa internacional. Isso coloca o Brasil, segundo a representante do WRI, entre os 10 países que mais perdem e desperdiçam alimentos no mundo.

"O Brasil está entre os 10 principais países que mais perdem e desperdiçam alimento. Estamos falando da cadeia de perda e de desperdício. Perda que tem a ver com a colheita, a pós-colheita, com a distribuição e o desperdício que já vem no final da cadeia, que é no varejo, no supermercado e com o hábito do consumidor", diz Viviane, durante evento internacional realizado em São Paulo na quinta, dia 30 de junho.

Essa perda e desperdício de alimentos têm diversas implicações. Uma delas é com relação à segurança alimentar. "Hoje, temos aproximadamente 7 bilhões de pessoas no mundo e a estimativa é que, em 2050, seremos 9 bilhões. Enquanto isso, aproximadamente 1 bilhão delas não têm acesso adequado e sofre com desnutrição e falta de alimento. Então, primeiramente, essa é uma questão de segurança alimentar", comenta a representante do WRI.
 (Pixabay)

Segundo Allan Boujanic, representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, cerca de 30% de tudo o que é produzido no mundo é desperdiçado e perdido antes de chegar à mesa do consumidor. Isso provoca, segundo a FAO, um prejuízo econômico estimado em US$ 940 bilhões por ano, o que corresponde a cerca de R$ 3 trilhões.

Problemas ambientais

Outras implicações, como mostra Viviane Romeiro, dizem respeito aos aspectos econômico e ambiental: "É um assunto que envolve uma questão social e de segurança alimentar, de impacto econômico, mas também de impactos ambientais. Aí destacamos essencialmente a perda da biodiversidade, impactos na natureza, no uso do solo, na questão da água, da escassez hídrica, e também em relação ao clima, com as emissões de carbono".

Sobre a questão ambiental, a coordenadora de Mudanças Climáticas do World Resources Institute no Brasil revela que, se essa perda mundial com os alimentos fosse um país, estaria na terceira colocação no mundo em termos de emissão de gás de efeito estufa, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

(com Agência Brasil)
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017