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Fitoterápicos e plantas medicinais ganham espaço como alternativa de tratamento

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2013 e 2015 a procura por remédios alternativos cresceu 161%

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:14/07/2016 08:51
Tomar suco de maracujá para diminuir o estresse ou fazer um chá de camomila para minimizar os problemas digestivos são conhecimentos típicos da cultura popular brasileira. As plantas medicinais possuem diversas substâncias ativas que podem ser utilizadas isoladamente ou na forma de fitoterápicos (medicamentos à base de vegetais). A busca pelos remédios fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS) está crescendo cada vez mais. Segundo o Ministério da Saúde, entre 2013 e 2015 a procura por eles cresceu 161%.

De acordo com a professora Elfriede Marianne Bacchi, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, o incentivo ao uso desses produtos é importante, mas essa política tem que ser organizada com cuidado. "A medida é positiva a partir do momento que haja padronização dos fitoterápicos e que suas atividades sejam estudadas clinicamente ou que se tenha uma tradição reconhecida de uso popular e que sua segurança tenha sido comprovada", explica a professora.
 (Pixabay)

Para Elfriede Bacchi, o uso dos fitoterápicos é problemático quando não se sabe a sua procedência. Há locais que vendem drogas vegetais irregularmente. Dessa forma, podem conter produtos mal identificados, contaminados por fungos, bactérias ou mesmo pela própria poluição. As pessoas compram essas drogas vegetais, que podem causar intoxicações, efeitos colaterais ou ainda não promover a cura.

A pesquisadora ainda ressalta que alguns fitoterápicos têm maior toxicidade e só devem ser vendidos sob prescrição médica, tendo assim a necessidade de haver estudos químicos, farmacológicos e clínicos, além de também possuir uma padronização e controle de qualidade desses produtos. Quando se estuda as propriedades terapêuticas de uma planta, geralmente se parte do uso recorrente que a população faz delas. No caso dos maracujás, a sua mais conhecida função é como calmante, porém eles também têm uso digestivo. Essa atividade foi comprovada pelos estudos em laboratório.

(com Agência USP)
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017