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IMC acima do normal reduz expectativa de vida, diz estudo

A pesquisa mostra ainda que homens com sobrepeso são três vezes mais propensos a problemas do que as mulheres

João Paulo Martins - Redação Publicação:18/07/2016 13:57
O estudo publicado na Lancet avaliou 3,9 milhões de adultos (Reprodução/Site)
O estudo publicado na Lancet avaliou 3,9 milhões de adultos
Um estudo realizado pelas universidades de Cambridge (Inglaterra) e Harvard (EUA) e publicado na revista científica The Lancet na quarta, dia 13 de julho, mostra que a expectativa de vida está relacionada ao Índice de Massa Corporal (ou IMC, que é a relação entre peso e altura), e que qualquer aumento de peso acima do ideal pode representar um risco maior de morte.

Dados da Organização Mundial de Saúde revelam que 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo estão com sobrepeso e, destas, 600 milhões são consideradas obesas. O estudo publicado na Lancet avaliou 3,9 milhões de adultos (20 a 90 anos) que participaram de 139 pesquisas realizadas na Ásia, Austrália, Nova Zelândia, Europa e América do Norte. Todos os avaliados nunca fumaram ou sofreram qualquer tipo de doença crônica no período em que tinham o IMC registrado.

O resultado da pesquisa mostrou que aqueles que estavam com IMC acima do normal, incluindo os obesos, tiveram o risco de morte prematura acentuado (viveram menos de 70 anos), além de estarem expostos a problemas cardíacos, AVC, doenças respiratórias e até câncer. Além disso, os cientistas americanos e ingleses descobriram que o risco de morte prematura em homens com sobrepeso é três vezes maior do que nas mulheres com a mesma condição.

"Na média, pessoas com sobrepeso perdem um ano da expectativa de vida e as moderadamente obesas vivem três anos menos. Nós também descobrimos que os homens obesos são muito mais propensos à morte prematura do que as mulheres obesas. Isto é consistente com as observações anteriores de que homens obesos têm maior resistência à insulina, maiores níveis de gordura e maior risco de contrair diabetes do que as mulheres", diz a médica Emanuele Di Angelantonio, pesquisadora da Universidade de Cambridge, uma das autoras do estudo, no texto publicado na revista científica.

Apesar do resultado da pesquisa ser preocupante, os cientistas lembram que há uma limitação no estudo. Eles avaliaram o sobrepeso vinculado apenas ao IMC e não levaram em conta a distribuição da gordura em diferentes partes do corpo, nem os efeitos sobre a massa muscular ou mesmo os fatores metabólicos que contribuem para alterações do peso, como quantidade de açúcar no sangue e colesterol alto.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017