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SAÚDE »

Psoríase pode levar a problemas cardiovasculares, sabia?

Dermatologista alerta sobre a relação de pacientes com psoríase apresentarem risco dobrado de desenvolver doenças cardíacas

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:27/07/2016 08:23
As placas avermelhadas e as descamações pelo corpo são os sintomas clássicos da psoríase, doença crônica sistêmica, inflamatória e não contagiosa, que acomete entre 2 e 3% da população mundial. Antigamente, a psoríase era considerada apenas uma simples inflamação de pele - no máximo, uma ameaça às articulações. No entanto, com o avanço da Medicina e das pesquisas, sabe-se que os pacientes com psoríase têm duas vezes mais chances de sofrer doenças cardiovasculares, como infartos e derrames, por exemplo.

Um estudo de revisão realizado por pesquisadores do Hospital Universitário de Landspitali, da Universidade da Islândia, aponta que 40% dos indivíduos portadores de psoríase apresentavam alguns fatores de risco para doenças cardiovasculares. Em comparação às pessoas que não tinham a patologia, apenas 23% desenvolveram problemas relacionados ao coração.
A psoríase é uma doença hereditária e caracteriza-se pelas placas avermelhadas espessas espalhadas pela pele (Pixabay)
A psoríase é uma doença hereditária e caracteriza-se pelas placas avermelhadas espessas espalhadas pela pele

Para a dermatologista Keila Mitsunaga, do Hospital do Coração, em São Paulo, o que justifica essa relação é que a psoríase acarreta uma inflamação crônica que atinge diversas partes do organismo. "Além de inflamar a pele, favorece o diabetes, o entupimento dos vasos, entre outros agravos à saúde. Estamos diante de um grande contingente de brasileiros que precisam de atenção especial com o coração. A questão é que poucos deles sabem disso", alerta a especialista.

Entre os fatores de risco mais frequentes que elevam o risco de pacientes com psoríase apresentarem doenças cardiovasculares e das artérias – como arteriosclerose (entupimento das artérias), cardiopatia isquêmica (infarto), doença vascular cerebral (AVC) e doenças vasculares periféricas (varizes e tromboses) –, a dermatologista destaca a obesidade abdominal, os altos níveis de triglicérides e os baixos níveis de colesterol bom.

"É importante ressaltar que, quanto mais grave e mais duradoura a psoríase do paciente, maior a chance desta doença comprometer a saúde do indivíduo. Ou seja, um paciente com psoríase leve, localizada e com início já na fase adulta, tem menor possibilidade de desenvolver doenças cardiovasculares", destaca Keila Mitsunaga.

Embora não haja medidas preventivas, pessoas que possuem histórico familiar de psoríase devem redobrar a atenção a possíveis sintomas e procurar orientação médica. "Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior chance de eficácia no tratamento. Além de adotar um estilo de vida ativo, evitar o cigarro e ter uma dieta equilibrada, é essencial que o indivíduo com psoríase mantenha acompanhamento com um cardiologista regularmente", recomenda a especialista.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017