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Polêmica de volta: anticoncepcional causa trombose em universitária

A jovem do interior de SP ficou internada na UTI devido ao problema gerado pela pílula

Vinícius Andrade - Redação Publicação:05/08/2016 14:45
A universitária paulista Juliana Bardelha, de 22 anos, viveu dias angustiantes em julho de 2016. Tudo começou com uma pequena dor de cabeça, que se agravou até a jovem perder momentaneamente os movimentos e ficar impossibilitada de executar tarefas simples do dia a dia, como comer e ir ao banheiro. Uma ressonância revelou o diagnóstico: trombose venosa cerebral, causada pelo uso de pílula anticoncepcional. O caso da jovem que foi parar na UTI logo trouxe de volta a polêmica relação entre a doença e o medicamento que previne gravidez. Mas, o que eles têm a ver?

Para Agnaldo Lopes, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), existem dois tipos de pílula: uma à base de progesterona e outra que traz a combinação entre estrogênio e progesterona. Esta última, sim, pode estar associada à doença.
Apesar do risco causado pela pílula anticoncepcional, médico reafirma eficácia e segurança do medicamento, quando usado corretamente (Divulgação)
Apesar do risco causado pela pílula anticoncepcional, médico reafirma eficácia e segurança do medicamento, quando usado corretamente

Para a população feminina, em geral, que não usa o medicamento, a chance de desenvolver a trombose é de 5 em cada 10 mil pessoas.  Para as usuárias da pílula combinada, o risco sobe para 10 a cada 10 mil. A gravidez e o período pós-parto aumentam as chances de se adquirir o problema para 30 a cada 10 mil mulheres.

Apesar dos riscos, o ginecologista destaca os avanços que a pílula proporcionou. "Os benefícios superam em muito os riscos. A pílula utilizada de forma correta é extremamente eficaz. Além de evitar a gravidez não planejada, pode auxiliar nas cólicas e na TPM [tensão pré-menstrual]", comenta Agnaldo.

O especialista reconhece que o caso da jovem universitária pode estar associado ao uso da pílula. Ele ressalta a importância do ginecologista ser consultado para indicar qual o tipo e a dosagem do anticoncepcional adequado para cada mulher.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017