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Falha de segurança põe em risco 900 milhões de celulares Android

O problema de vulnerabilidade está relacionado ao chipset da empresa americana Qualcomm

Da redação - Redação Publicação:12/08/2016 13:42
Celulares Android que utilizam o processador da Qualcomm, como o Samsung Galaxy S7, possuem graves falhas na segurança, segundo uma empresa americana  (Samsung/ Reprodução)
Celulares Android que utilizam o processador da Qualcomm, como o Samsung Galaxy S7, possuem graves falhas na segurança, segundo uma empresa americana
Um estudo feito pela empresa de segurança digital Checkpoint e divulgado pela agência de notícias britânica BBC, no dia 8 de agosto, mostra que existem vulnerabilidades na arquitetura do processador (chipset) criado pela americana Qualcomm e instalado em diversos celulares que utilizam o sistema Android – são cerca de 900 milhões em todo o mundo.

Chamadas de "quadrooter", as falhas podem ser usadas por hackers para terem acesso do tipo "root" (nível de administrador) nos aparelhos Android e, assim, conseguiriam visualizar fotos e vídeos, ativare microfone e câmera, e abrir ou instalar aplicativos, por exemplo. Além disso, os criminosos ainda teriam capacidade de copiar ou excluir os dados dos celulares atingidos.

Para terem acesso às falhas do chipset Qualcomm, os hackers precisam que os usuários baixem um aplicativo malicioso, que pode ser facilmente inserido na loja de apps do Android, a Google Play. Segundo a BBC, smartphones populares estão na lista de vulnerabilidade da Checkpoint, como: Moto X, da Motorola; Google Nexus 6; HTC One; LG G4 e G5; Samsung Galaxy S7; e Sony Xperia Z Ultra.

Apesar do risco, ainda não existem evidências de que essas vulnerabilidades já tenham sido exploradas por cibercriminosos. "Estamos certos de que as falhas serão usadas nos próximos três ou quatro meses. Resta saber quem descobrirá primeiro as vulnerabilidades, os mocinhos ou os vilões", diz Michael Shaulovm diretor da Checkpoint, à rede BBC.

Segundo ele, a empresa de segurança já está em contato com a Qualcomm para, juntas, criarem uma atualização que corrija as falhas dos chipsets usados nos celulares Android.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017