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Centros olímpicos do DF têm vagas para pessoas com deficiência

A cadeirante Daniele Sousa é um dos 907 alunos atendidos nas 11 unidades

Agência Brasília - Redação Publicação:22/08/2016 09:53Atualização:22/08/2016 09:58
Superação. Essa é a maior conquista que Daniele Souza atribui aos resultados obtidos com o esporte. Atleta de parabadminton no Centro Olímpico e Paralímpico de Samambaia, a jovem de 23 anos frequenta o local desde 2012. No começo, era contra. Hoje, exibe com orgulho as medalhas acumuladas em diversas competições no Distrito Federal e em outras unidades da Federação.

A ideia de frequentar as aulas foi da mãe, assim que a filha terminou o ensino médio. "Para mim, eu nunca seria capaz de praticar esporte", conta ela, que ficou paraplégica aos 11 anos. No centro, começou com o tênis e, ao conhecer o parabadminton, disse não ter pensado duas vezes para trocar de modalidade: "Foi amor à primeira vista".

Os treinos duram uma hora, duas vezes por semana, e têm o ritmo intensificado quando as competições se aproximam. Neste ano, Daniele começou a participar de torneios em outros locais do Brasil. Para as passagens, teve o apoio do programa Compete Brasília, da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer. Em três eventos em 2016, dois deles fora de Brasília, foram sete medalhas conquistadas - seis de ouro e uma de prata - e um troféu de segundo lugar.
A atleta de parabadminton Daniele Souza frequenta o local desde 2012 (Tony Winston/Agência Brasília)
A atleta de parabadminton Daniele Souza frequenta o local desde 2012

O envolvimento com esportes também influenciou a escolha de um curso superior por Daniele, que iniciou os estudos em educação física. "Mais para frente, quem sabe não me torno uma treinadora?", projeta.

No topo em diversos rankings da modalidade, ela é um dos 907 alunos com deficiência atendidos nos 11 centros olímpicos e paralímpicos do DF. Apenas na unidade de Samambaia são 144, segundo dados de julho da secretaria.

"Temos vagas em todos os centros para pessoas com deficiência. Aquele que tiver interesse deve ir ao mais próximo de sua região", explica Adriano Matos, coordenador dos Centros Olímpicos e Paralímpicos. O número de vagas varia de acordo com a demanda, e a quantidade de treinos depende de diversos fatores, como modalidade e tipo de deficiência.

Como a pessoa com deficiência pode praticar alguma modalidade nos centros olímpicos
É preciso comparecer a um dos 11 centros (veja arte abaixo), que funcionam de terça a sexta-feira, das 8 horas ao meio-dia e das 14 às 18 horas, e aos sábados e domingos, das 9 às 16 horas.

O atendimento inicial é na Coordenação de Pessoas com Deficiência, onde o futuro aluno recebe a lista dos documentos necessários e marca uma avaliação funcional, a ser feita no edifício da Escola Nacional de Administração Pública, na Asa Sul, por profissionais da Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe), instituição de assistência social sem fins lucrativos que tem termo de colaboração técnica com a secretaria.

Após a avaliação, há o direcionamento às atividades, como natação, bocha, atletismo e vôlei sentado. As modalidades variam de acordo com a unidade e podem ser consultadas no site da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer. Podem se inscrever pessoas a partir de 4 anos e em até três modalidades.
 (Arte/Agência Brasília)

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017