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Endometriose: problema pode afetar outros órgãos, sabia?

Doença já atinge até 15% das mulheres em fase reprodutiva. Problemas intestinais e urinários estão entre as complicações possíveis

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:25/08/2016 13:15
A endometriose, doença caracterizada pela expansão do endométrio (membrana interna) fora do útero, também pode afetar os tratos intestinal e urinário, mas muitas mulheres não conhecem as consequências causadas pelo distúrbio. Embora seja uma doença que atinge mais de 6 milhões de brasileiras, 53% delas desconhece a endometriose, segundo dados da pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva em parceria com a farmacêutica Bayer.

O endométrio tem como função fixar o embrião quando o óvulo é fecundado, porém, quando não há gravidez, essa camada descama e é expelida em forma de menstruação. Esse é o caminho natural, mas se isso não ocorre, é preciso ter atenção.

Além de dores, especialmente na região pélvica e durante a relação sexual, e de menstruações dolorosas com fluxo intenso, a endometriose pode levar a implicações mais severas na região do intestino, chegando a dificultar a evacuação. Quando afeta esse órgão, fica caracterizada a endometriose intestinal.
 (Pixabay)

Segundo Maurício Abrão, professor associado do departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), é importante ter acompanhamento profissional desde a primeira menstruação, porque alguns sinais aparecem ainda na adolescência. "Com o diagnóstico precoce, evita-se o risco de uma fibrose ou até mesmo a oclusão intestinal", esclarece o especialista.

Na maioria dos casos, as mulheres levam cerca de cinco anos relatando desconfortos até chegar ao diagnóstico final. Recomenda-se observar como o corpo se comporta, especialmente, as mulheres que estão em período reprodutivo, porque a endometriose também pode levar a infertilidade. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a doença acomete de 10% a 15% das mulheres em fase reprodutiva.

O especialista complementa ainda que em alguns casos, a patologia pode atingir a bexiga gerando desconforto ao passar muito tempo sem urinar e até mesmo apresentar sangramento junto com a urina. "Quanto antes tiver o diagnóstico, mais rápido será realizado o tratamento e menor serão os impactos no dia a dia da paciente. Existem situações de mulheres que ficam impossibilitadas de trabalhar, fazer atividade física ou qualquer esforço, porque as dores são fortes e influenciam diretamente na qualidade de vida, no convívio social e até mesmo no relacionamento com o parceiro, já que a prática sexual fica comprometida", diz Maurício Abrão.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017