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Força dos terremotos teria relação com a Lua, diz estudo

Cientistas japoneses acreditam que as fases nova e cheia da Lua amplificariam o efeito do abalo sísmico

Da redação - Redação Publicação:13/09/2016 12:14
Os cálculos mostram que um terremoto com magnitude 5,5 pode ser intensificado até chegar à magnitude 8, se ele ocorrer durante a Lua nova ou durante a Lua cheia (Nathan Anderson/Stocksnap)
Os cálculos mostram que um terremoto com magnitude 5,5 pode ser intensificado até chegar à magnitude 8, se ele ocorrer durante a Lua nova ou durante a Lua cheia
Cientistas japoneses descobriram que a frequência e a intensidade dos terremotos são proporcionais ao surgimento de duas fases da Lua: nova e cheia. Ou seja, quando as forças das marés estão no máximo. A informação consta de um estudo publicado na revista científica Nature Geoscience nesta segunda, dia 12 de setembro.

A Lua, a Terra e o Sol se movem em órbitas que não são perfeitamente circulares e, por isso, se aproximam e afastam regularmente. O resultado destas aproximações e afastamentos são as chamadas forças de maré.

Satoshi Ide, da Universidade de Tóquio, juntamente com seus colegas, mostraram que a força da maré também influencia o subsolo da Terra, intensificando os terremotos durante a Lua nova e também a Lua cheia. Eles estudaram os terremotos durante 15 anos.

De acordo com o estudo japonês, a gravidade da Lua afeta as camadas mais profundas da crosta terrestre, locais em que se "acumula" a tensão tectônica (que pode provocar os sismos). Portanto, o satélite natural da Terra teria capacidade de alterar a pressão nessas camadas, reforçando ou diminuindo a intensidade do terremoto.

Os cálculos dos cientistas mostram que, por exemplo, um terremoto com magnitude 5,5 pode ser intensificado até chegar à magnitude 8, se ele ocorrer durante a Lua nova ou durante a Lua cheia.

Segundo Satoshi Ide, o novo estudo ajudará a comunidade científica a prever a intensidade de um terremoto com mais precisão, o que resultará no salvamento de muitas vidas, potenciais vítimas dese tipo de catástrofe natural.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017