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Por que alguns pacientes voltam a engordar após a cirurgia bariátrica?

Como mostra um especialista, a intervenção cirúrgica não é 'milagrosa', o tratamento deve ser multidisciplinar

Da redação - Redação Publicação:13/09/2016 13:11
Independente da técnica utilizada para a perda de peso, o fundamental é tratar as causas da obesidade (Rperodução/Internet)
Independente da técnica utilizada para a perda de peso, o fundamental é tratar as causas da obesidade
Atualmente, muitos pacientes obesos estão recorrendo à cirurgia bariátrica, que é capaz de promover o emagrecimento e a consequente manutenção do peso ideal. Claro que o tempo em que a pessoa se torna magra, e permanece assim, varia de acordo com o modelo da cirurgia. Por exemplo, com o método bypass (que modifica o estômago e o intestino), o paciente pode ficar cerca de cinco anos sem engordar; com o sleeve (cirurgia que modifica somente o estômago), o prazo é de até três anos; já com o tradicional balão intragástrico (técnica endoscópica que não afeta o organismo), a "janela" é de cerca de um ano.

Segundo o clínico geral Leonardo Salles de Almeida, especialista em cirurgia bariátrica e videolaparoscopia, diversos fatores influenciam quando se deseja tratar o peso. E o principal não é tratar só o peso. "Pois esse é somente um sintoma do problema. Temos que tratar a síndrome da obesidade; tratando as causas que levam ao ganho de peso", explica o médico.

Como mostra o especialista, independente da técnica utilizada para a perda de peso, o fundamental é tratar as causas da obesidade, com psicoterapia, reeducação alimentar e incorporação de atividade física no dia a dia – neste caso, é preciso uma mudança no estilo de vida.

Ainda de acordo com Leonardo Salles, é muito comum que o paciente procure a cirurgia pensando que vai emagrecer e que não precisará fazer mais nada, como se a intervenção cirúrgica fosse resolver o problema de obesidade para sempre. "Recentemente, tem sido noticiado que alterações hormonais podem contribuir para o reganho de peso. Mas, na verdade, este fator é quase irrelevante em relação a um bom tratamento multidisciplinar. É importante entender que a obesidade é uma doença grave, de difícil tratamento, que necessita de controle para que não haja reincidência, mesmo em casos de pacientes tratados cirurgicamente", ressalta o cirurgião.

Para os pacientes que tiveram reganho de peso, mesmo após as intervenções cirúrgicas ou o uso de balão intragástrico, o médico recomenda o uso do plasma de argônio, associado ao programa multidisciplinar. "Com isso, conseguimos resgatar o tratamento desses pacientes", completa Leonardo Salles.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017