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Viva Brasília fará ações integradas de combate à violência em oito regiões administrativas

Localidades serão priorizadas porque concentram 65% da criminalidade no DF. Medidas para a Estrutural e o Plano Piloto foram definidas em reunião nesta terça (13)

Agência Brasília - Redação Publicação:14/09/2016 08:57
Oito regiões administrativas do Distrito Federal receberão ações integradas de combate à violência. A iniciativa faz parte do programa Viva Brasília - Nosso Pacto pela Vida e teve avanço nesta terça-feira (13), em reunião para definir um plano de segurança integrado para a Estrutural e o Plano Piloto, mais especificamente o Setor Comercial Sul. Na sexta-feira (9), a mesma coisa foi feita com foco em Santa Maria.

As ações definidas nos dois encontros ainda serão aprimoradas pelo grupo, que envolve, além das forças de segurança, os conselhos comunitários de segurança e as administrações regionais. No caso do Setor Comercial Sul, foram apontadas medidas como videomonitoramento, intensificação no controle de flanelinhas e reforço no patrulhamento de trânsito. Para a Estrutural, listaram-se metas como aumento nas rondas em áreas rurais e o reforço de projetos sociais do Corpo de Bombeiros Militar - O Bombeiro Mirim e o Bombeiro nas Quadras.    

Segundo a secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo, as regiões escolhidas (Ceilândia, Estrutural, Planaltina, Plano Piloto, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião e Taguatinga) concentram 65% da criminalidade no DF. "Estamos iniciando um novo ciclo do Viva Brasília - Nosso Pacto pela Vida, com base na avaliação do que foi o primeiro ano do programa."
Plano integrado de combate à violência para a Estrutural tem metas como aumento nas rondas em áreas rurais e reforço de projetos sociais do Corpo de Bombeiros (Andre Borges/Agência Brasília)
Plano integrado de combate à violência para a Estrutural tem metas como aumento nas rondas em áreas rurais e reforço de projetos sociais do Corpo de Bombeiros

Os locais foram levantados por meio da análise das estatísticas oficiais e das respostas da pesquisa de vitimização feita pela pasta no ano passado e por visitas da secretaria aos lugares com histórico mais crítico. "Trabalhamos com uma gestão orientada por resultado, que nos permite focalizar as ações", explica o subsecretário de Gestão de Informação da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, Marcelo Durante. "Em cima disso, fazemos um diagnóstico identificando não só como o crime ocorre, mas porque o crime ocorre."

A análise à qual Durante se refere leva em conta desde a iluminação pública até a disponibilidade de infraestrutura urbana de qualidade, como quadras de esporte e praças. Por isso, a ideia é que também se envolvam com o projeto a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Agência de Fiscalização do DF.

Comitê gestor do Viva Brasília vai acompanhar as ações
Após as reuniões para tratar sobre cada região, os órgãos terão cerca de 60 dias para apresentar os primeiros resultados. O processo será acompanhado periodicamente pelo comitê gestor do Viva Brasília. "Os protocolos serão integrados entre os órgãos de governo, as forças de segurança e a sociedade civil, com foco em prevenção e envolvendo políticas sociais", garante a secretária.

De acordo com Márcia de Alencar, o diagnóstico apontou que a maior parte dos envolvidos em crimes no DF são jovens, e, por isso, as ações terão como objetivo a diminuição da vulnerabilidade juvenil.

Em 20 de setembro, ocorrerá a próxima reunião para construir um plano de trabalho integrado, desta vez para Ceilândia, Samambaia e Taguatinga. Esta região já recebe, desde o início do mês passado, ações do Centro Legal, usado também para revitalizar a Rodoviária do Plano Piloto e o Setor Comercial Sul.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017