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Estudo inédito descobre potencial antienvelhecimento do jucá

Um ácido presente na planta evita que ações oxidantes degradem o tecido e contribuam para o envelhecimento da pele

Da redação - Redação Publicação:10/11/2016 13:32
O fruto do jucá, comum na região amazônica, já era usada para fins medicinais, mas um estudo inédito comprovou que seu extrato possui ação antioxidante, de combate ao envelhecimento (Appverde.wordpress.com/Reprodução)
O fruto do jucá, comum na região amazônica, já era usada para fins medicinais, mas um estudo inédito comprovou que seu extrato possui ação antioxidante, de combate ao envelhecimento
O jucá (Libidibia ferrea), também conhecido como pau-ferro, é uma árvore amazônica de pequeno porte mas de grande potencial. O pó de sua casca é usado como chá pela medicina tradicional da região e para o tratamento de problemas no fígado e no estômago. Industrializado, o extrato da casca entra na composição de diversas marcas de sabonete íntimo, por conta de propriedades antissépticas.

As propriedades terapêuticas do jucá já são bem conhecidas. Um trabalho pioneiro do pesquisador Emerson Silva Lima, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), publicado em 2014, mostrou que a casca e a vagem do jucá possuem princípios antioxidantes e que também poderiam apresentar efeitos no tratamento de problemas do fígado.

A investigação das propriedades do jucá atingiu agora um novo patamar. Um artigo publicado no periódico científico Archives of Dermatological Research destaca outros efeitos do jucá: antienvelhecimento e antipigmentação. Além de Emerson, outros 13 pesquisadores da Ufam, da USP, da Universidade do Estado do Amazonas e das universidades Federais de São Paulo e do Pará também fizeram parte do estudo.

Segundo uma das autoras, Silvya Stuchi Maria-Engler, professora da USP, o interesse na pesquisa específica se deu porque "não existiam informações sobre quais seriam os agentes antienvelhecimento na composição do extrato de jucá.

Ao analisar os efeitos da aplicação do extrato de jucá em células humanas in vitro, os pesquisadores perceberam o papel importante do ácido gálico em relação à ação antioxidante. Este componente age sobre enzimas (tirosinase e colagenase) que atuam no envelhecimento e degradam o colágeno, o que, com o tempo, deixa a pele flácida, com rugas e com manchas.

O estudo também demonstrou a presença de epicatecina e catecina nos extratos. Trata-se de dois polifenóis com ação reconhecidamente inibidora da tirosinase.

Os pesquisadores observaram no extrato de jucá uma ação importante e segura, tanto clareadora como despigmentante. "Ele tem grande potencial e poderá vir a ser usado em cremes com ação antienvelhecimento", diz Silvya Maria-Engler.

O jucá é uma árvore nativa do Brasil, amplamente distribuída nas regiões norte e nordeste. As amostras utilizadas no estudo foram fornecidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e identificadas no herbário da instituição.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017