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Jovens Embaixadores leva alunos da rede pública para intercâmbio nos Estados Unidos

Thalita Rodrigues Braz, de 18 anos, foi uma das participantes do programa e pretende repassar os conhecimentos adquiridos em Ceilândia, onde vive

Agência Brasília - Redação Publicação:15/02/2017 11:30Atualização:15/02/2017 11:42
A vivência de 26 dias nos Estados Unidos motivou Thalita Rodrigues Braz, de 18 anos, a se dedicar à comunidade em que vive. Moradora de Ceilândia e ex-aluna do Centro Interescolar de Línguas da região administrativa, a jovem participou em janeiro do programa Jovens Embaixadores. Nesse período de imersão na cultura estadunidense, Thalita participou de workshops e atuou em projetos de voluntariado.

De volta ao Brasil, ela conta que deseja passar a crianças do Sol Nascente o conhecimento adquirido no intercâmbio. Para isso, pretende começar pelo Centro Educacional nº 11, em Ceilândia. “Voltei com vontade de mudar o mundo e acho que a maneira de fazer isso é melhorar o local de onde vim”, justifica Thalita. A contrapartida do programa é justamente elaborar e implementar um projeto social até novembro deste ano. “Estou organizando tudo agora, então ainda não defini exatamente o que vai ser.”

"Voltei com vontade de mudar o mundo, e a maneira
de fazer isso é melhorar o local de onde vim"
Thalita Rodrigues Braz, moradora de Ceilândia
participante do programa Jovens Embaixadores

A escolha pelo trabalho com crianças surgiu de uma atividade da qual ela participou no estado de Nevada (costa oeste dos Estados Unidos), que apresenta altos índices de violência doméstica. Foi uma visita ao Food Bank, entidade sem fins lucrativos que distribui alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade. “Aquilo mexeu comigo”, diz Thalita.

A organização foi um dos pontos na cultura estadunidense que mais chamaram a atenção dela. “Os projetos sociais são todos interligados, e as pessoas se dispõem a estabelecer parcerias.” Um dos desafios da jovem é trazer essa característica para a iniciativa que pretende desenvolver aqui. “Um dos workshops de que participei ensinou que o caminho é fazer conexão com as pessoas certas”, destaca Thalita. Por isso, ela quer procurar instituições que atuam na região administrativa e contar com o apoio de quem conheceu na viagem.
Thalita Rodrigues Braz, de 18 anos, passou 26 dias nos Estados Unidos pelo programa Jovens Embaixadores (Andre Borges/Agência Brasília )
Thalita Rodrigues Braz, de 18 anos, passou 26 dias nos Estados Unidos pelo programa Jovens Embaixadores
Imersão estimula a multiplicação do conhecimento
Com o que aprendeu na temporada no estado de Oregon, Dayane Aparecida Martins dos Santos, de 18 anos, quer desenvolver um projeto para desconstrução da chamada cultura do estupro no País. Estudante do Centro Educacional São Francisco, em São Sebastião, e do Centro Interescolar de Línguas de Brasília nº 2, na Asa Norte, ela também foi um dos 50 selecionados para o Jovens Embaixadores.

Dayane relata que um aprendizado importante foi o de se colocar no lugar do outro. “Falamos muito sobre ‘calçar os sapatos do outro’, ou seja, ser capaz de ter empatia e fortalecer a sororidade”, explica a jovem. Como resultado da experiência, ela planeja formar uma rede de voluntárias para abordar o tema nas escolas públicas. “Pensamos ainda em fazer uma mobilização por meio das redes sociais e alcançar também os estados [além do DF]”, diz.

O intercâmbio foi um rito de passagem para Dayane, que completou 18 anos fora do Brasil. “Vi os primeiros flocos de neve no dia do meu aniversário, foi um presente divino.” Agora, a jovem pretende ingressar na Universidade Comunitária de Portland. “Pensava em cursar relações internacionais, mas percebi que me encaixo mais em serviço social”, constata.

O que é o Jovens Embaixadores
Iniciativa da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil há 15 anos, em parceria com a Secretaria de Educação, o projeto já recebeu mais de 460 estudantes brasileiros. Desses, 19 do Distrito Federal. Na edição deste ano foram 50 participantes.

Os pré-requisitos para se candidatar a uma das vagas são: ser aluno do ensino médio da rede pública, ter excelente rendimento escolar, dominar a língua inglesa (conseguir se comunicar bem), participar de trabalho voluntário há pelo menos um ano e pertencer à camada socioeconômica menos favorecida.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017