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Celular no bolso pode reduzir fertilidade masculina, diz estudo

Pesquisa feita em Israel associa o uso do aparelho à redução do número e da qualidade dos espermatozoides

Vinícius Andrade - Redação Publicação:10/05/2017 13:00
Carregar o celular no bolso é uma prática comum, principalmente entre os homens, já que, normalmente, eles não costumam sair com bolsa para guardar o aparelho. Porém, esse hábito aparentemente inofensivo pode ser um risco para quem pretende, um dia, vir a ser pai. Pelo menos é o que sugere um estudo feito em Israel, que relaciona a presença do smartphone no bolso dos homens com a redução do número de espermatozoides.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Technion e avaliou o impacto das ondas eletromagnéticas do aparelho celular na fertilidade masculina. A equipe responsável pelo teste monitorou cerca de 100 homens durante o período de um ano.

O resultado mostrou que 47% daqueles que mantinham o celular no bolso durante o dia tiveram redução na quantidade ou qualidade dos espermatozoides. Ainda de acordo com o estudo, dormir com o aparelho na cama também afeta a fertilidade.
Uma pesquisa israelense associa a presença de celular no bolso à redução da fertilidade em homens (Pixabay)
Uma pesquisa israelense associa a presença de celular no bolso à redução da fertilidade em homens

Em entrevista para o site do jornal inglês The Telegraph, a professora Martha Dirnfeld, do Instituto Technion, esclarece que a provável justificativa para a redução da fertilidade masculina é o aquecimento dos espermatozoides causado pela atividade eletromagnética do telefone.

Já o professor Alan Pacey, da Universidade de Shefield, na Inglaterra, procurado pelo periódico inglês, contestou o estudo israelense. Para ele, não existe ligação entre a atividade eletromagnética de dispositivos celulares e a diminuição na qualidade dos gametas masculinos.

Para evitar problemas de infertilidade, os pesquisadores recomendam que os homens mantenham o celular mais afastado do corpo, deixando-o numa mochila, por exemplo, ou em cima da mesa.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017