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Pesquisadores descobrem região do cérebro responsável pela insônia

Testes feitos com cobaias detectaram quais neurônios atrapalhariam o sono adequado

Vinícius Andrade - Redação Publicação:19/06/2017 12:35
Uma noite mal dormida pode comprometer toda a rotina do dia seguinte. Você deita, mexe de um lado para o outro, pega o celular, pensa em todos os problemas da vida, mas não consegue "encontrar" o sono. Porém, cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, deram um passo importante para tentar solucionar esse problema. Eles descobriram um local no cérebro que seria responsável pela insônia; resta, agora, saber como tratá-la.

Os americanos examinaram uma região do cérebro conhecida como Núcleo Dorsal da Rafe (NDR) e observaram que as pessoas que sofreram algum tipo de dano nos neurônios presentes nessa parte do corpo apresentam sonolência excessiva durante o dia. Segundo os cientistas, os problemas detectados no cérebro podem ajudar também no tratamento de outros males, como a depressão.

Os pesquisadores, no entanto, não conseguiram ter uma compreensão clara do papel exato desses neurônios no ciclo do sono. Ainda não se sabe também como provocá-los a ter alguma reação.
Segundo os testes feitos com cobaias, a insônia estaria ligada à região do cérebro chamada de Núcleo Dorsal da Rafe  (Pixabay)
Segundo os testes feitos com cobaias, a insônia estaria ligada à região do cérebro chamada de Núcleo Dorsal da Rafe

Teste em roedores

O grupo investigou os neurônios do NDR em ratos, medindo a atividade dessas células quando os roedores eram provocados por estímulos positivos, como por exemplo, a proximidade de alimentos, ou por sensações desagradáveis. Nestas situações, os neurônios desenvolveram alta atividade, ao contrário do que foi observado durante os ciclos do sono.

Os neurônios do NDR também receberam estímulos de luz e, como consequência, houve mudança nos ciclos biológicos dos animais em relação ao sono: eles se mantiveram acordados. Já quando os neurônios foram bloqueados, os ratos não reagiram aos estímulos externos e mantiveram o descanso normal.

Os estudiosos do Instituto de Tecnologia da Califórnia concluíram que é importante continuar com a pesquisa para comparar a causa-efeito da estimulação desses neurônios em humanos, para que se possa desenvolver uma terapia eficaz no tratamento da insônia.
 
(com Agência Télam) 

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017