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Risco de surto de sarampo no mundo alerta para a importância da vacinação

Brasil não registra casos da doença desde 2001, mas é preciso que as crianças estejam devidamente vacinadas

Vinícius Andrade - Redação Publicação:18/10/2017 14:50

Algumas doenças até então esquecidas voltaram a preocupar as autoridades de saúde no mundo. Países como França, Itália, Alemanha, Bélgica, Bósnia, Geórgia, Cazaquistão, Romênia, Sérvia, Dinamarca e Ucrânia estariam sob risco de surtos de sarampo e rubéola. Embora tenha sido eliminado do Brasil em 2001, o sarampo é endêmico em nove países da Europa, conforme boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS). Por conta disso, o governo brasileiro emitiu um alerta sobre a necessidade de reforçar a vacina contra a doença.

 

O Ministério da Saúde disponibiliza nos postos de atendimeto do Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina tríplice viral, que evita sarampo, caxumba e rubéola. A primeira dose deve ser tomada no primeiro ano de vida. Aos 15 meses, é necessária a imunização com a vacina tetraviral, que corresponde à segunda aplicação da tríplice, associada a uma dose da vacina contra a varicela.

 

O problema é que o risco de surto fica ainda maior quando os pais insistem em não vacinar os filhos. Vale lembrar que as crianças menores de 5 anos são o público mais suscetível ao sarampo.

Crianças de um ano devem tomar a vacina tríplice viral e, aos 15 meses, ganhar o reforço com a tetraviral. Só assim o Brasil pode continuar livre do vírus do sarampo (Health.govt.nz/Reprodução)
Crianças de um ano devem tomar a vacina tríplice viral e, aos 15 meses, ganhar o reforço com a tetraviral. Só assim o Brasil pode continuar livre do vírus do sarampo
 

Caso haja atraso na vacinação, menores de quatro anos ainda podem receber a vacina que traz ainda a prevenção da varicela. Dos cinco aos 29 anos, deverão ser administradas duas doses da tríplice viral. Pessoas entre 30 e 49 anos devem receber uma dose da vacina tríplice viral.

 

Em 2016, a taxa de cobertura da tríplice viral, administrada em crianças de um ano, atingiu 95,4% do público-alvo no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. O índice está próximo da meta, que é de 95%. Já a segunda dose da vacina tetraviral teve menor adesão, chegando a 89,2% das crianças imunizadas.

 

O governo federal alerta que, apesar de não termos casos de sarampo no Brasil desde 2001, nem de rubéola desde 2010, existe o risco dos vírus voltarem a circular no país. Por isso, o Ministério da Saúde enfatiza a importância de que o esquema vacinal esteja completo, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

 

Última epidemia

 

A última grande epidemia de sarampo no Brasil ocorreu em 1997, quando mais de 53 mil casos foram confirmados e foram registradas 61 mortes, das quais 60% foram em crianças menores de 5 anos. A maioria dos casos se deu em crianças não vacinadas ou naquelas que receberam apenas uma dose da tríplice viral. Desde 2001, ocorreram apenas casos pontuais oriundos de regiões endêmicas no mundo.

 

Transmissão

 

O sarampo é transmitido pelo contato com as secreções, como saliva e espirros, de pessoas infectadas pelo vírus. O contágio se dá pela disseminação dessas gotículas pelo ar e pelos objetos ou por meio do contato direto com o doente.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017