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Será que os animais de estimação podem pegar febre amarela?

Especialista esclarece essa dúvida, comum entre os tutores de cães e gatos

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:05/02/2018 17:02

O surto de febre amarela que vem sendo registrado em várias regiões do Brasil tem preocupado os brasileiros, que correm para os postos de saúde, para receber a vacina. Mas, a doença, causada por um vírus e transmitida pela picada de mosquito infectado, tem gerado dúvidas entre donos de pets em relação à possibilidade de transmissão também para animais de estimação, como cães e gatos.

 

Segundo a médica veterinária Jueli Berger, da Esalpet, de Curitiba (PR), embora muito agressiva para os humanos, a febre amarela não atinge cães e gatos. "Os proprietários podem ficar tranquilos, pois cães e os gatos não são hospedeiros da doença e não ficam doentes pelo vírus", comenta a especialista.

 

Comum nas Américas Central e do Sul, a febre amarela possui dois ciclos: o urbano e o silvestre e, conforme a veterinária, nenhum deles representa uma ameaça aos pets. "Cães e Gatos não sofrem e nem transmitem a febre amarela. No ciclo silvestre os únicos hospedeiros e sinalizadores de focos da doença são os macacos, e os vetores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Nas cidades, os hospedeiros do vírus são os humanos e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos Aedes Aegypti infectados, os mesmos que transmitem a dengue, zika e chikungunya", esclarece Jueli Berger.

Será que os cães e os gatos podem ser vítimas da febre amarela, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, nas áreas rurais, e Aedes aegypti, nas cidades? (Pixabay)
Será que os cães e os gatos podem ser vítimas da febre amarela, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, nas áreas rurais, e Aedes aegypti, nas cidades?
 

A especialista destaca a importância de estar atento a outras doenças que realmente podem atingir os pets, principalmente no Verão. "É fundamental estar atento a patologias que podem levar os bichinhos a óbito como a dirofilariose transmitida pela picada do Aedes Aegypti, a leishmaniose transmitida pela picada do mosquito palha e a erlichiose, a babesiose e a anaplasmose, transmitidas por carrapatos. Entre outras doenças virais como cinomose, parvovirose, leptospirose que também merecem atenção nesta época", afirma a médica veterinária.

 

A profissional ainda lembra a importância de prestar atenção no comportamento dos animais e buscar orientação profissional aos primeiros sinais incomuns. "Sempre que notar seu pet fora da rotina habitual ou apresentando sintomas como vomito, diarreia, falta de apetite ou falta de disposição procure um veterinário. Além disso é interessante fazer consultas preventivas anualmente e manter a vacinação do animal em dia", diz Jueli.

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EDIÇÃO 67 | outubro