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Formigamento na mão pode ser sinal da Síndrome do Túnel do Carpo

Problema afeta principalmente quem usa o computador durante o dia todo

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:19/02/2018 16:47

Você constuma sentir dor, choque, dormência ou formigamento nas mãos após um dia de trabalho ou de uso intenso do computador? Então, cuidado com essa sensação de parestesia – principalmente nas palmas das mãos, dedos polegar, indicador e médio –, porque pode ser sinal da Síndrome do Túnel do Carpo.

 

Essa doença, que afeta milhares de pessoas no Brasil, é causada pela compressão do nervo mediano que passa por um canal estreito no punho, chamado túnel do carpo. Essa compressão é causada pelo aumento das estruturas internas do túnel ou pelo seu espessamento. Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, o problema é mais comum em pacientes com DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), como pessoas que digitam demais no computador. "Mas, ela também está associada às alterações hormonais, como na menopausa e na gravidez, e é mais frequente em mulheres de 35 a 60 anos", explica a especialista.

 

No entanto, existem outras causas que podem aumentar a pressão dentro do canal, como tumores e eventos inflamatórios, além de fraturas e traumatismos. Walkiria Brunetti diz que os sintomas mais frequentes dessa síndrome são dores, sensação de choque, dormência, formigamento e perda de destreza nas mãos.

 (Pixabay)
 

"A dor e o formigamento podem piorar em algumas situações do dia a dia e está relacionada à posição de flexão dos punhos, pois isso, leva à compressão do nervo. Uma pessoa que digita o dia todo com os punhos nessa posição, certamente terá o quadro doloroso. Já à noite, também piora, devido ao posicionamento na hora de dormir. A dor pode irradiar para o braço e para o ombro", comenta a fisioterapeuta.

 

A evolução da Síndrome do Túnel do Carpo dificulta tarefas básicas do dia a dia, como amarrar os sapatos e abotoar uma camisa. O diagnóstico do problema é feito por um ortopedista e, quanto mais cedo a doença for descoberta e iniciado o tratamento, melhores são os resultados, conforme Walkiria.

 

Além da fisioterapia para tratar a fase aguda da doença, podem ser usados também estimulação elétrica cutânea, estimulação elétrica neuromuscular, ultrassom, infravermelho e laser, que "servem para melhorar o quadro doloroso, reduzir o processo inflamatório e melhorar a circulação".

 

O paciente também é aconselhado a diminuir os movimentos repetitivos com as mãos e realizar alongamentos e exercícios todos os dias. O médico também pode prescrever medicamentos para redução da dor. Em alguns casos, porém, somente uma cirurgia pode aliviar a compressão do nervo.

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EDIÇÃO 64 | ESPECIAL