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Depressão e câncer de mama e de útero são problemas comuns nas mulheres

Veja ainda quais são as doenças que mais atingem o público feminino

Da redação com Assessorias - Redação Publicação:06/03/2018 12:38

Na quinta-feira, dia 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher, data importante para o reconhecimento da luta pela igualdade de gênero e do empoderamento do sexo feminino. Além disso, é uma data em que devemos dar atenção à saúde. E são vários os problemas que costumam afetar as mulheres.

 

Segundo a ginecologista Márcia Araújo, do aplicativo Docway, as múltiplas funções da mulher e a falta de tempo para cuidar da saúde acabam por aumentar o número de casos de doenças como câncer de mama, depressão e câncer de colo de útero. Por isso, a especialista alerta sobre a importância da prevenção, mesmo com a rotina agitada.

 

"Após muita luta, nosso papel na sociedade está evoluindo muito. Hoje, nós, mulheres, desempenhamos várias funções e acabamos descuidando da saúde. O que não pode acontecer é a negligência com os cuidados pessoais. Com os avanços tecnológicos e as facilidades que eles nos trouxeram, podemos manter nossa rotina e o acompanhamento médicos em dia, evitando vários problemas", comenta a médica.

Em meio à rotina agitada dos dias atuais, as mulheres devem ficar atentas à prevenção das doenças que mais as atingem, como alguns tipos de câncer e a depressão (Pixabay)
Em meio à rotina agitada dos dias atuais, as mulheres devem ficar atentas à prevenção das doenças que mais as atingem, como alguns tipos de câncer e a depressão
 

Abaixo, a ginecologista comenta sobre cada um dos três problemas mais comuns que afetam as mulheres, atualmente:

 

Câncer de mama

 

Esse tipo de tumor é o mais comum entre mulheres no Brasil e no Mundo, correspondendo a 25% de novos casos de câncer todos os anos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no ano passado, os casos que afetaram as mamas ultrapassaram a casa de 57mil no Brasil. Este cancro possui diversos tipos. A maioria deles, quando diagnosticada na fase inicial, é passível de tratamento, com boas perspectivas de cura. "Nós, mulheres, devemos estar atentas, pois fazer os exames preventivos é fundamental. A maioria dos casos não têm sintomas em estágios iniciais. Por esse motivo, a mamografia tem grande importância. Dentre os sinais de alerta, um dos mais comuns é o nódulo no seio, que pode vir acompanhado ou não de dor. Porém, existem outros sintomas que devem chamar a atenção como secreção no mamilo, alterações na pele que recobre a mama e nódulo na axila. Vale lembrar que o autoexame não substitui a mamografia e o exame clínico cuidadoso feito por um profissional qualificado", alerta Márcia Araújo.

 

Depressão

 

Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) dão conta de que até o ano de 2020 a depressão será a doença de maior impacto no mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Psiquiatria estima que 20% da população teve, têm ou terá um episódio depressivo em algum momento da vida. Falta de interesse, concentração, perda da autoestima e mudanças bruscas de humor são alguns dos sintomas da depressão. A doença atinge significativamente mais as mulheres do que os homens. Cientistas e especialistas não têm um real motivo para essa diferença, mas acreditam que ela tem relação com a influência dos hormônios femininos. "Quadros depressivos devem ser diagnósticos e tratados com muita cautela e por profissionais capacitados. Mas podemos ajudar a melhorar esse quadro com, por exemplo, a prática regular de atividade física e a vinculação da pessoa a atividades coletivas, entre eles cursos e voluntariados. Essas ações ajudam a reduzir a ansiedade, melhora o humor e a interação com o meio social", comenta a especialista.

 

Câncer de colo de útero

 

Dados do Inca mostram que esse tipo de tumor é considerado um dos mais sérios do mundo. Só no ano de 2016 foram cerca de 16 mil casos novos de câncer do colo do útero no Brasil, o que significa 15 novas vítimas a cada 100 mil brasileiras. As principais causas da doença são o início precoce da atividade sexual da paciente, a variedade de parceiros sexuais, a higiene íntima inadequada e o Papilomavírus Humano (HPV). "O câncer do colo do útero tem um grande potencial de prevenção e cura se diagnosticado precocemente. Sintomas podem servir de alerta, entre eles, sangramento vaginal após a relação sexual, corrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro, e em estágios mais avançados, hemorragias, dores lombares e abdominais, perda de apetite e de peso. Uma ótima opção para a prevenção da doença é a vacina contra HPV, que se destina a jovens, principalmente antes inicias as atividades sexuais. Para todas, o exame papanicolau e o clínico anual são fundamentais", diz a ginecologista.

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EDIÇÃO 64 | ESPECIAL