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Festival CoMA reuniu mais de 16 mil pessoas em três dias de evento

Evento contou com mais de 50 shows. Entre as atrações, Elza Soares, Chico César, Supercombo, ÀTTOOXXÁ, Linn da Quebrada, Rincon Sapiência

Julyerme Darverson - Publicação:13/08/2018 19:22Atualização:13/08/2018 19:51

Em sua primeira edição, no ano passado, o Festival CoMA – Convenção de Música e Arte já havia mostrado para o que veio. Neste ano não foi diferente. O evento repetiu o sucesso da edição anterior e mostrou ser um dos festivais que mais prometem nos próximos anos, firmando-se de vez no calendário cultural brasiliense e estrelando no rol dos principais eventos de música do Brasil.

Coma reuniu mais de 16 mil pessoas em dois dias de festival (Julyerme Darverson/Esp. Encontro)
Coma reuniu mais de 16 mil pessoas em dois dias de festival
 

O CoMA afirmou-se também como um verdadeiro celeiro musical, reunindo novas bandas e artistas já consagrados. Ao todo, foram mais de 50 shows e 26 conferências nos três dias de evento, que começou na sexta-feira (10) e terminou no domingo (12), reunindo mais de 16 mil pessoas que puderam conhecer novos sons e desfrutar de shows já conhecidos. As atrações estavam divididas por cinco espaços: Palco Sul, Palco Norte, Tenda Conexões, Clube do Choro e Planetário. Parte do line-up foi destinado para artistas locais.

 (Julyerme Darverson/Esp. Encontro)
 

Apesar do atraso na abertura dos portões, a banda Menores Atos abriu a programação dos palcos principais: palco Norte e Sul, intercalando as atrações. Logo em seguida, duas das atrações mais esperadas da tarde, Maglore e Vanguart, apresentaram os seus sucessos. A grande surpresa foi a brasiliense Alarmes, que provavelmente fez a sua melhor apresentação da história, trazendo um show empolgante. A noite continuou com Thabata Moreno e Machete Pomb, que foram outros grandes acertos da programação. Já o show da Supercombo, que contou com participação especial dos integrantes da Far From Alaska, Plutão Já Foi Planeta e Scatolove, misturou-se com o som do coro eufórico dos fãs. A animação continuou com a chegada do instrumental e visceral da Muntchako e, depois, do rapper Rincon Sapiência. Mas a grande estrela da noite foi Elza Soares, que foi muito aclamada pelo público e fez um show espetacular. ÀTTOOXXÁ foi o responsável por encerrar a noite de sábado, com grande estilo, animação e músicas rebolativas, para não deixar ninguém parado.

Eventou contou com cinco palcos diferentes (Julyerme Darverson/Esp. Encontro)
Eventou contou com cinco palcos diferentes
 

De forma paralela, o público acompanhava, no sábado, os shows no Planetário: Augusta, Aiure, Gustavo Bertoni e Julie Neff (CAN); no Clube do Choro: Cachimbó, Ops, Rosa Luz, Consuelo, Maurício Pereira e Sérgio Moraes; e na Tenda Conexões: Pequi & Tamara Maravilha, Rayssa & Diones (Sintra), Camila Jun & Dai Monteiro, fvlido & gnso (nofriens) e L_CIO.

Além de shows, festival promoveu conexões entre DJs (Julyerme Darverson/Esp. Encontro)
Além de shows, festival promoveu conexões entre DJs
 

No domingo foi a vez do reggae do grupo brasiliense Jah Live e a estreia, nos palcos, com o pé direito, de Scatolove, sensação na internet. O fim da tarde seguiu com o rap de Flora Matos e com a eclética Xenia França. Já a noite continuou com o rock de Plutão Já Foi Planeta e o contagiante show de Pé de Cerrado, que levou o público a formar uma grande ciranda. Para encerrar, as tão esperadas apresentações de Linn da Quebrada, Céu, Chico César e Mundo Livre S/A fechando o festival com chave de ouro.

Com pé direito: Festival Coma marcou estreia da banda Scatolove, sucesso na internet (Julyerme Darverson/Esp. Encontro)
Com pé direito: Festival Coma marcou estreia da banda Scatolove, sucesso na internet
 

No Planetário, os shows do dia foram de Anna Muller, Beto Mejia, Meu Amigo Tigre e Vitor Araújo. O Clube do Choro foi palco  para A Engrenagem, Marcelo Jeneci, Sr. Gonzales Serenata Orquestra, Apokálipo (CHI) e Pablo Fagundes e Márcio Marinho. A Tenda Conexões recebeu Linda Green, Brooks & Weirdo (Cr4azy Cake Crew), smsr_ & koef & gnso & fvlido (nofriends), Erica & Pinaud e Telma & Selma.  

Marcelo Jeneci foi uma das atrações mais esperadas no Clube do Choro, durante o Festival Coma (Julyerme Darverson/Esp. Encontro/DA Press)
Marcelo Jeneci foi uma das atrações mais esperadas no Clube do Choro, durante o Festival Coma

Conferências

 

Além disso, o evento tornou-se ferramenta de fomento e diálogo sobre as áreas que permeiam a produção cultural. As conferências debateram a promoção da música e arte; como fazer; formas de comunicação, marketing, produção e divulgação; o compartilhamento de experiências; o papel e inclusão da mulher na produção cultural; games; transformação social; economia colaborativa; o uso das tecnologias; entre outros. Além disso, novos artistas e bandas tiveram a oportunidade de apresentar os seus projetos para produtores e contratantes por meio do pitch.

Além dos shows, evento tornou-se ferramenta de fomento e diálogo sobre as áreas que permeiam a produção cultural (Julyerme Darverson/Esp. Encontro)
Além dos shows, evento tornou-se ferramenta de fomento e diálogo sobre as áreas que permeiam a produção cultural
 

Acessibilidade e Sustentabilidade

 

Aliado à inclusão social, o evento promoveu ainda a acessibilidade, atendendo normas técnicas e recebendo Pessoas com Deficiência (PCD) nas equipes de produção, dando oportunidade de capacitação e locomoção dentro do cenário montado para o festival.  Todas as pessoas com deficiência e seus acompanhantes tiveram também acesso gratuito ao CoMA. Já na questão de sustentabilidade, a iniciativa CoMA Consciente orientou os diversos públicos para boas práticas, voltado para o cuidado com o meio ambiente e com foco na redução e compensação dos impactos ambientais. 

Linn da Quebrada foi um das atrações do domingo no Festival Coma (Julyerme Darverson/Esp. Encontro)
Linn da Quebrada foi um das atrações do domingo no Festival Coma

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EDIÇÃO 67 | outubro