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Quase 15 mil toneladas de sódio já foram retiradas de alimentos no Brasil após acordo

Firmado em 2011, acordo ajudou a reduzir o sal de inúmeros produtos, como pães, bolos, salgadinhos e temperos prontos

Da redação com Agência Brasil - Publicação:06/07/2016 14:27
A meta do Ministério da Saúde é que as indústrias brasileiras promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal dos produtos até 2020 (Ashley Kirk/Stocksnap)
A meta do Ministério da Saúde é que as indústrias brasileiras promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal dos produtos até 2020
O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informam que o acordo de redução de sódio em alimentos processados já possibilitou a retirada de 14.893 toneladas dos produtos alimentícios. A meta é que as indústrias promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal das prateleiras até 2020. Os dados são resultados das três primeiras fases do acordo, que foi iniciado em 2011.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, diz que esse é um resultado positivo e destaca o trabalho de desenvolvimento e pesquisa da indústria de alimentos. "O Brasil é referência mundial nesse programa de redução de sódio na alimentação. Daí a importância da pesquisa, desenvolvimento e investimento da indústria nesses insumos que vão substituir o sal e que produzem os resultados positivos", diz o ministro.

Segundo o presidente da Abia, Edmundo Klotz, retirar o sal é muito mais complicado do que parece, já que, além de realçar o sabor, o cloreto de sódio é um antioxidante natural, que faz prolongar a vida dos alimentos. "Só que ele tem consequências para a saúde, então, é preciso achar um substituto. Tivemos a demonstração daquilo que pode acontecer quando o governo abre as portas para encontrar soluções em comum com o setor privado", comenta Klotz, destacando o sucesso do acordo.

Na terceira etapa do processo, a maior redução de sódio foi observada nos temperos, com queda de 16,35%, seguida pela margarina com 7,12%. Outras categorias também registraram queda: cereais matinais, 5,2%; caldos e cubos em pó, 4,9%; temperos em pasta, 1,77%; e tempero para arroz, 6,03%. Caldos líquidos e em gel são a única categoria que teve aumento na concentração de sódio, chegando a 8,84%.

O volume total de sódio reduzido dos alimentos na três etapas, corresponde, segundo o ministério, a 3,7 mil caminhões de 10 toneladas carregados de sal; alinhados, eles preencheriam 52 km de estradas.

Redução em etapas

A primeira etapa do acordo, assinado em abril de 2011, estabelecia metas nacionais de redução de sódio em massas instantâneas, pães de forma e bisnaguinhas. Os resultados mostraram que 1.859 toneladas de sal foram retiradas desses alimentos nessa fase.

Em outubro de 2011, a retirada de sal foi acertada para batatas fritas, salgadinhos, bolos e misturas para bolos, maionese e biscoitos, com redução total de 5.793 toneladas. Os resultados da terceira etapa do acordo, assinado em agosto de 2012, que previa a redução de sódio em temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais até 2015, mostraram redução de 7.241 toneladas de sal nos alimentos.

A quarta fase, assinada em novembro de 2013, estabelece redução de sódio em empanados, queijo mussarela, sopas, requeijão cremoso, hambúrguer e embutidos, como linguiças e salsicha. Os resultados dessa etapa deverão ser apresentados até o fim deste ano. Segundo o ministério da Saúde, as metas são progressivas e já está em discussão a renovação das metas da primeira etapa.
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