Estudo estima que Alzheimer mata tanto quanto câncer nos EUA

Segundo o apurado, muitas mortes causadas pela doença não são registradas

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AFP - Agência de Notícias Publicação:05/03/2014 21:14Atualização:06/03/2014 07:54
Muitas mortes pelo Mal de Alzheimer não são registradas nos Estados Unidos, revela um estudo divulgado nesta quarta-feira na revista "Neurology", acrescentando que a doença pode estar deixando tantas vítimas quanto o câncer, ou as afecções cardíacas.

Hoje, o Alzheimer é a sexta causa de morte nos Estados Unidos, segundo dados dos centros federais para o controle e a prevenção de doenças (CDCs, na sigla em inglês). Essa lista é liderada pelas doenças cardíacas, seguidas pelo câncer.

Os pesquisadores desse estudo acreditam, porém, que as mortes ligadas ao Alzheimer possam ser até seis vezes mais comuns do que se pensa.

"O Mal de Alzheimer e outras demências são registrados de maneira deficiente nos atestados de óbito e nos boletins médicos", disse o autor do estudo, Bryan James, do centro médico da Universidade Rush de Chicago.

"Os atestados de óbito registram, normalmente, a causa da morte imediata, como a pneumonia, mas sem levar a demência em conta como uma causa subjacente", frisou.

Nesse estudo, foram observadas mais de 2.500 pessoas com mais de 65 anos de idade, examinadas anualmente para determinar se apresentavam demência. Ao todo, 559 participantes desenvolveram Mal de Alzheimer durante a realização do estudo. O tempo médio entre o diagnóstico e a morte foi de quatro anos.

As pessoas com entre 75 e 84 anos diagnosticadas com Alzheimer eram quatro vezes mais propensas a falecer do que aquelas que não tinham a doença. Um terço de todas as mortes das pessoas de mais de 75 anos foi atribuível ao Alzheimer, de acordo com o estudo.

Ao fazer uma projeção sobre toda a população americana acima de 75 anos para 2010, James afirmou que esse número equivaleria a 503.400 mortes por Alzheimer. Esse total é seis vezes superior aos 83.494 casos relatados pelos CDCs, com base nos atestados de óbito.

"Determinar os efeitos reais da demência nesse país é chave para aumentar a consciência do público e identificar prioridades de pesquisa relacionada a essa epidemia", alertou James.

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