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Rede pública brasileira terá teste rápido da tuberculose

No país, a tuberculose representa a 4ª causa de morte por doenças infecciosas. Brasil ocupa atualmente o 17º lugar em um ranking de 22 nações consideradas "de alta carga"

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Da redação Publicação:24/03/2014 08:06Atualização:24/03/2014 09:10

Um terço das pessoas infectadas fica à margem dos sistemas de saúde e não recebem o tratamento para a tuberculose (CB / DA Press)
Um terço das pessoas infectadas fica à margem dos sistemas de saúde e não recebem o tratamento para a tuberculose
O Ministério da Saúde anuncia nesta segunda-feira (24), Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, a estratégia de implantação do teste rápido para diagnóstico da doença na rede pública e os novos números registrados no país. Também será apresentada campanha publicitária de combate e prevenção à tuberculose.

 

Leia também: Tuberculose afeta um milhão de crianças por ano

 

O Ministério vai disponibilizar, gratuitamente, na rede pública, o teste rápido para diagnóstico, com capacidade de detectar a presença do bacilo de Koch, causador da doença, em apenas duas horas. O Gene Xpert, como é chamado o teste, também identifica se a pessoa tem resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento.

Em 2012, o Brasil registrou 70.047 novos casos de tuberculose. A taxa de incidência da doença no mesmo período foi 36,1 para cada 100 mil habitantes. O Brasil ocupa atualmente o 17º lugar em um ranking de 22 nações consideradas "de alta carga" - onde há grande circulação da doença. No país, a tuberculose representa a 4ª causa de morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte por doença identificada entre pessoas com HIV.

Dia Mundial da Tuberculose 2014 tem como slogan 'Alcance os três milhões'
A tuberculose é uma doença curável, porém os esforços atuais para encontrar, tratar e curar todos os infectados não são suficientes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Das nove milhões de pessoas que ficam doentes por ano, um terço é 'perdido' pelos sistemas de saúde.

Muitas destas três milhões de pessoas vivem nas comunidades mais pobres e mais vulneráveis do mundo. Elas estão também entre os grupos marginalizados, como os trabalhadores migrantes, refugiados, população carcerária, povos indígenas, minorias étnicas e usuários de drogas.

A OMS promove o Dia Mundial da Tuberculose em 2014 com o objetivo de pedir medidas suplementares para alcançar estes 3 milhões de pessoas que acabam não realizando o tratamento. O tema deste ano incentiva programas locais e estaduais para chegar às comunidades e aumentar a conscientização sobre a enfermidade.

Embora a mortalidade por tuberculose tenha caído mais de 45% em todo o mundo desde 1990, desafios significativos persistem:

-mais de 95 % das mortes ocorrem em países de baixa e média renda. As comunidades pobres e grupos vulneráveis são os mais afetados, mas esta doença transmitida pelo ar é um risco para todos;

-a tuberculose está entre as três principais causas de morte de mulheres entre 15 e 44 anos;

-cerca de três milhões de pessoas (o equivalente a 1 em cada 3 acometidos com TB) não são detectados pelos sistemas de saúde;

- os avanços em enfrentar a tuberculose resistente a múltiplas drogas (TB-RMD) têm sido lentos: 75% dos casos de TB-RMD ainda permanecem sem diagnóstico, e 16 mil casos reportados à OMS em 2012 não foram tratados.

 

 

Com informações da Agência Brasil    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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